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Após um ano da mínima, qual comportamento deve ter o investidor?
17h03
SÃO PAULO - No dia 27 de outubro de 2008, há exatamente um ano, a Bolsa de Valores atingiu seu menor patamar, de 29.435 pontos, depois de ter atingido a máxima de 73.516 pontos em 25 de maio. Neste ano, ela vem demostrando sinais de crescimento, mas o investidor não deve esperar uma recuperação tão forte.
De acordo com o educador financeiro Mauro Calil, fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, provavelmente a bolsa não atinge os 73.516 pontos ainda neste ano, mas em 2010 é bem provável que isso aconteça.
"Para o ano que vem, acredito fortemente que a gente supere essa marca, a partir de um patamar abaixo do atual, que é entre 64 mil e 65 mil pontos. Então, para o ano que vem, acredito em uma valorização entre 20% e 30%", afirmou.
Bolsa e estrangeiros
O professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), José Nicolau Pompeo, concorda que neste ano não será possível atingir a máxima da bolsa, mesmo porque ela tem sido sustentada por um movimento especulativo de investidores estrangeiros, e não pelos resultados positivos das empresas.
"A entrada de capital estrangeiro foi muito forte e incentivou o governo a taxá-lo. O que mais valorizou a bolsa foi o capital estrangeiro. Se ele sair, a bolsa volta a cair. Então não é uma recuperação reflexo da recuperação das empresas, que estão crescendo, mas não de acordo com o crescimento da bolsa".
Pompeo disse acreditar que o que acontece na bolsa é uma bolha, que deve estourar a qualquer momento. Por isso, concluiu que o momento ainda é de instabilidade frente à crise, principalmente porque bancos em todo o mundo ainda estão com dificuldades e novas medidas quanto ao capital estrangeiro devem ser lançadas aqui no Brasil.
Recados aos investidores
De acordo com Pompeo, devido a este cenário, o investidor deve ter extrema cautela. "Se não precisar do dinheiro, deixa na bolsa. Mas, se precisar do dinheiro e quer colocar na bolsa, está redondamente enganado", destacou.
Já Calil dá cinco orientações para quem está ou quer entrar na Bolsa, o que garantirá ganhos até mesmo em momentos de tensão:
- Invista com regularidade;
- Reinvista dividendos e juros sobre o capital próprio;
- Invista em empresas de crescimento e lucrativas;
- Diversifique seus investimentos dentro da bolsa;
- Busque empresas de boa governança corporativa.
"Tendo esses cinco princípios mais o prazo a seu favor, a pessoa vai conseguir ter sucesso", disse Calil. |
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