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Dólar mais forte muda ranking das cidades mais caras do mundo
08h27

SÃO PAULO - Em função das consideráveis flutuações das moedas em todo o mundo, o ranking das cidades com custo de vida mais caro sofreu um significativo rearranjo entre 2008 e 2009, de acordo com pesquisa mundial realizada pela Mercer e divulgada nesta terça-feira (7).

Tóquio (Japão), por exemplo, desbancou Moscou (Rússia) da primeira posição e se tornou a cidade mais cara do mundo, seguida por Osaka (Japão), que subiu nove posições. Antes no topo da lista, Moscou ocupa agora o terceiro lugar.

Já Genebra (Suíça) subiu quatro posições para o quarto lugar, enquanto Hong Kong (China) subiu uma posição para o quinto lugar. Na última posição do ranking, Johanesburgo (África do Sul) ocupa agora o lugar que era, no ano passado, de Assunção (Paraguai).

Mudanças
A maioria das cidades europeias desceu no ranking. Varsóvia (Polônia) passou pela mudança mais dramática, ao despencar 78 posições, do 35º para o 113º lugar. Oslo (Noruega) e Londres (Inglaterra), anteriormente entre as 10 mais caras, caíram para a 14ª e 16ª posições.

A mesma tendência de queda pode ser observada na Austrália, Nova Zelândia e Índia. Sidney (Austrália) caiu 51 posições, saindo da 15ª para a 66ª, enquanto Mumbai (Índia) passou da 48ª para a 66ª.

Por outro lado, cidades dos Estados Unidos, China, Japão e Oriente Médio oscilaram para cima no ranking, sendo que Nova York passou da 22ª para a 8ª posição. O Japão tem agora duas cidades entre as 10 mais e Dubai (Emirados Árabes) galgou 32 posições, chegando até a 20ª.

Moedas
De acordo com a pesquisadora da Mercer, Nathalie Constantin-Métral, em função do impacto direto do declínio da economia ao longo do ano passado, houve oscilação na maioria das moedas do mundo, o que levou a um profundo impacto no ranking deste ano.

"Muitas moedas, incluindo o euro e a libra britânica, enfraqueceram-se consideravelmente em relação ao dólar americano muito forte, fazendo muitas cidades europeias despencarem no ranking", disse. "Com significativas exposições e múltiplas economias e moedas, as empresas multinacionais continuam sendo muito afetadas pela crise financeira", completou.

De acordo com ela, o custo dos programas de expatriados é pesadamente influenciado pela oscilação das moedas e dos índices de inflação. "Agora que a contenção e a redução de custos estão no topo da agenda da maioria das empresas, fazer o acompanhamento das mudanças nos fatores que ditam os subsídios de custo de vida para expatriados é essencial", afirmou.

Ela completou dizendo que é importante que as empresas multinacionais façam benchmark contínuo em relação aos seus pares, para assegurar que os pacotes de remuneração estejam corretos e alinhados com o resto do mercado.

Metodologia
Na pesquisa, Nova York é usada como a cidade-base para o índice, recebendo 100 pontos. Todas as demais cidades são comparadas à norte-americana.

A pesquisa envolve 143 cidades de seis continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo moradia, transporte, alimentação, vestuário, utilidades domésticas e entretenimento.
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