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Em um ano, rejeição ao pedágio urbano na capital paulista cai para 74%
08h35

SÃO PAULO - Aproveitando que nesta segunda-feira (22) comemora-se o Dia Mundial Sem Carro, o Movimento Nossa São Paulo apresentou uma pesquisa que revela que a rejeição à cobrança de pedágio dos carros que circulam no centro da capital paulista diminuiu, enquanto as posições favoráveis cresceram.

Os dados demonstram que, enquanto em 2007, cerca de 84% dos entrevistados eram contrários à cobrança e 13% eram a favor, em 2008, esses números se alteraram e a recusa caiu para 74% e a aprovação subiu para 24%.

A pesquisa realizou entrevistas com 805 pessoas acima de 16 anos na cidade de São Paulo, entre os dias 5 e 11 de setembro. As perguntas abrangem os temas relativos à poluição, qualidade de vida e locomoção na cidade.

Sobre o cotidiano do motorista
Quando questionados a respeito do rodízio de veículos que ocorre na capital paulita, a maioria dos entrevistados são favoráveis, o que altera a balança de respostas em apenas um ano.

Enquanto em 2007, 56% eram contrários e apenas 41% a favor, este ano, as respostas em prol do rodízio subiram para 54% e as posições desfavoráveis caíram para 43%.

O levantamento ainda apresenta um dado nada confortante para os motoristas da capital. Se, em 2007, o tempo médio de deslocamento para a atividade principal era, assustadoramente, de 1h40, acredite, essa quantia aumentou em 2008, e hoje atinge 2 horas.

O pedágio urbano
A discussão a respeito da cobrança do pedágio urbano para aqueles que usam o carro na cidade surgiu com os recordes de congestionamento em São Paulo.

Em maio, o economista Thiago Guimarães se posicionou a respeito do assunto e afirmou que a cobrança poderia ser uma solução, desde que o dinheiro arrecadado fosse utilizado para melhorar o transporte público.

O governador José Serra havia declarado que não seria possível fazer pedágio urbano na capital paulista, pois a cidade não tem uma rede de transportes públicos suficiente. "Ora, como economista, o governador também sabe que o Estado não conseguirá melhorar o transporte público, por conta das restrições orçamentárias e fiscais", afirmou Guimarães em entrevista à Agência ABCR, por e-mail.

Ação imediata
O economista também considera que os investimentos nesse setor devem ser imediatos. "Mantido o atual ritmo de crescimento da frota de veículos, São Paulo travará muito antes que o transporte público melhore do modo como a cidade anseia", ressalta.

O conceito de pedágio urbano não vincula suas receitas a investimentos no transporte público, mas devido a sua relação com o setor, faz todo sentido investir o dinheiro nessa área. Londres, por exemplo, investiu cerca de R$ 1 bilhão no transporte público, após iniciar a cobrança do pedágio.

"São Paulo não pode se dar ao luxo de abdicar de uma receita similar, até porque parte de uma situação inicial bem pior do que a de Londres", afirma Guimarães.
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