Acesso a consumo e alimentação mostram que o país está "no caminho certo"
09h34
SÃO PAULO - Ao comentar os resultados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou estar satisfeito com os números, pois eles indicam que aumentou o acesso dos brasileiros aos bens de consumo, como fogão, geladeira, televisão, computador, dentre outros. Além disso, a alimentação com mais qualidade é mais um indicativo a mostrar que o país "está no caminho certo".
Redução das desigualdades
Segundo a Agência Brasil, o presidente afirmou, nesta segunda-feira (22), que está "feliz" com os resultados da Pnad, que apontam a redução da desigualdade entre ricos e pobres, mas defendeu um ritmo mais acelerado para a distribuição de renda.
"Gostaria de estar mais feliz se as coisas estivessem andando mais rápido. Gostaria de ter ficado muito mais feliz porque eu sempre quero mais crescimento, sempre quero mais distribuição de renda", comentou em seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente".
Na avaliação do presidente, a redução de 0,563 para 0,528, entre 2002 e 2007, do Índice de Gini, indicador usado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para medir a desigualdade entre os países foi um resultado "satisfatório". De acordo com o índice, quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade na distribuição de renda.
Trabalhadores registrados
Para Lula, o resultado significa que a população está com mais emprego, mais renda, e maior acesso a produtos antes mais difíceis de serem comprados. O presidente citou melhoras como a queda do desemprego e o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada.
"Pela primeira vez, desde a década de 90, a porcentagem dos trabalhadores que contribuem com a Previdência ultrapassa os 50%", acrescentou. Lula ainda defendeu a aplicação de recursos da exploração do petróleo da camada pré-sal em políticas sociais.
"O Brasil precisa de muita política social. Por isso é que eu tenho tido que, com a descoberta do petróleo na área do pré-sal, uma parte desses recursos do petróleo precisa ser canalizada prioritariamente para resolver o problema da pobreza no Brasil, das desigualdades, e o problema da educação", apontou. |