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Rigor na concessão de crédito não deve conter o consumo, avalia corretora
10h16

SÃO PAULO - O primeiro impacto da crise internacional para o consumidor brasileiro será o maior rigor dos bancos para a concessão de crédito. Entretanto, com base no crescimento da economia brasileira, bem como o aumento da renda média e dos níveis de emprego, a projeção é de que, apesar da rigidez, o volume de crédito concedido não deve diminuir. A análise é de relatório da Link Investimentos.

Rigidez com o crédito
A preocupação com a concessão de crédito ao consumidor já começa a se manifestar, sobretudo nos maiores bancos. Além disso, esta busca por rigidez nas análises foi confirmada pela proposta do BC (Banco Central) de instituir a obrigatoriedade de existência de áreas para análise de risco nos empréstimos em todas as instituições financeiras.

"É normal que em momentos de turbulência, como o atual, os bancos fiquem mais cautelosos com relação às políticas de crédito e que as autoridades adotem controles mais rígidos, com prazos mais curtos e juros maiores", diz o relatório da corretora.

Apesar de a medida ser positiva para o setor, já que ajudará a manter baixo o nível de inadimplência, segundo a Link, não terá grande impacto sobre as grandes instituições, que já se mostram mais seletivas na concessão de crédito, além de já manterem a área de análise de risco.

Expansão, apesar do rigor
A corretora destaca que, embora a perspectiva seja de maior seletividade para liberar empréstimos aos clientes, dois dos pilares mais importantes da concessão de crédito no País nos últimos anos - a queda do desemprego e o aumento da renda -, ainda permanecem favoráveis. Além disso, a expectativa é de que, no ano que vem, as taxas de juros retomem sua trajetória de queda.

Somados a esses fatores, ainda é possível citar o crescimento da economia acima de 4,5%, a inflação dentro do teto de 6,5%, a manutenção dos baixos níveis de desemprego e os rendimentos sendo reajustados acima da inflação como fatores que podem contribuir para a ampliação do crédito para pessoa física e o crescimento sustentado do varejo (e conseqüentemente do consumo) nos próximos anos.
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