Consumidor prefere produtos de informática, aponta pesquisa do Provar/FIA
15h25
SÃO PAULO - Os consumidores, com destaque para os das classes C e D, querem consumir tecnologia, principalmente relacionada à informática. É o que aponta pesquisa realizada pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração).
A apuração, baseada nas intenções de consumo de mais de 500 pessoas na cidade de São Paulo, aponta que os itens de informática aparecem com maior intenção de compra pelos consumidores, com 13,8%, o que significa um crescimento de 2,6% na comparação com o levantamento do primeiro trimestre do ano. A categoria "cine e foto", na qual estão incluídas TVs e câmaras fotográficas digitais, detém 12,6% da preferência dos consumidores.
"O resultado é um reflexo das sucessivas quedas no valor cambial do dólar, o que estimula a aquisição desses produtos, aliado ao interesse crescente dos consumidores das classes C e D por artigos dessas categorias", avalia Cláudio Felisoni de Angelo, coordenador geral do Provar.
Outros "desejos"
Na pesquisa, outras categorias também entram na lista de desejos dos consumidores: os equipamentos da "linha branca", como geladeiras e fogões, que têm 10,6% da atenção dos brasileiros. Na seqüência estão os itens do grupo "telefonia e celulares", com 9,8% de intenção de compra.
O estudo traz ainda os segmentos de móveis, com 6,8% de intenção, eletroeletrônicos (6,2%), material de construção (5,4%), automóveis e motos (4%), cama, mesa e banho (2%) e eletroportáteis (1,6%).
Concorrência
Os resultados do IPV (Índice de Preços no Varejo), medido pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo) no período entre janeiro e julho de 2008, ajudam a entender a inclinação dos consumidores pelos produtos de informática.
Segundo o índice, os preços de eletroeletrônicos caíram 8,52% nos sete primeiros meses do ano. As quedas mais relevantes, de acordo com os números da Fecomercio, são as de informática (-2,26%), produtos de imagem e som (-1,23%) e telefonia (-0,87).
Além da desvalorização da moeda americana, a Fecomercio aponta como motivo para a queda dos preços a entrada de produtos importados no mercado brasileiro. Isso aumenta a competitividade dos produtos nacionais, forçando uma diminuição de seu preço.
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