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Crise externa não afeta confiança do consumidor brasileiro
16h50

SÃO PAULO - A crise externa parece não assustar mais o consumidor brasileiro, cuja confiança no mês de setembro apresentou alta de 4,2% em relação a setembro, de acordo com a Sondagem de Expectativas do Consumidor, divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta terça-feira (23).

"Brasileiro tem a tendência de olhar para dentro do País. Ele ouve que o Brasil não está imune, mas também escuta que bancos brasileiros não vão ser afetados e que a economia não irá ter recessão, mas apenas uma desaceleração no ritmo de crescimento", afirma o economista da Fundação, Aloísio Campelo.

Além disso, segundo ele, esse comportamento do brasileiro faz com que a confiança não sofra tanto com os acontecimentos internacionais.

Recuperação do consumidor
Campelo também destaca que a alta na confiança (112,7), após ter registrado 107,2 pontos em junho e cair para 101,9 em julho, acontece devido à estabilidade na inflação dos alimentos e o aumento no número de empregos formais.

"Em junho a queda era muito forte em função do pessimismo sobre a inflação, que agora está desacelerando", afirma.

Embora destaque que o consumidor brasileiro esteja recuperando a confiança perdida, o economista também destaca que o índice ainda está baixo, principalmente considerando a intenção de compra de bens duráveis. Para ele, isso acontece devido aos financiamentos que o consumidor já tenha adquirido.
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