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Brasileiro percebe melhora nas finanças, mas está menos disposto a gastar
17h44

SÃO PAULO - O brasileiro tem a percepção de que sua situação financeira melhorou. Mesmo assim, a intenção de comprar bens duráveis diminuiu, conforme revelou a Sondagem de Expectativas do Consumidor, da FGV (Fundação Getulio Vargas).

De acordo com os dados, divulgados nesta terça-feira (23), o índice que mede a percepção da família sobre sua situação financeira subiu 1,8% em setembro, atingindo 131,9 pontos. Em agosto, o índice estava em 127,9 pontos e, em setembro do ano passado, em 129,6 pontos.

Em outra forma de análise, é possível dizer que 35,4% dos consumidores disseram que a situação financeira familiar melhorou em setembro, enquanto apenas 3,5% responderam que piorou. O restante respondeu que a situação está igual.

A sondagem foi realizada com base em uma amostra de mais de 200 domicílios, em sete das principais capitais brasileiras, entre os dias 1º e 19 de setembro.

Intenção de compra
Apesar de perceber que seu orçamento doméstico está melhor, o brasileiro não está disposto a gastar com bens duráveis. O índice que mede a intenção de compra de bens duráveis caiu 10,3% em 12 meses findos em setembro, quando atingiu 79,5 pontos.

Os dados da pesquisa mostraram que 13,5% dos consumidores consideram que a intenção de comprar um bem durável aumentou, enquanto uma parcela maior, de 34%, respondeu que a intenção é menor.

Uma possível explicação para isso pode ser a expectativa de que as taxas de juros irão aumentar, uma vez que grande parte dos produtos com maior valor agregado são adquiridos por meio de parcelamento. Neste caso, 48,4% dos entrevistados disseram que a taxa irá subir e 9,2%, que irá diminuir.

Conforme afirmou o economista da FGV, Aloísio Campelo, esta pouca intenção do consumidor de comprar bens duráveis, mesmo com uma situação financeira melhor, pode estar relacionada a uma saturação no volume de financiamento já tomado pelos consumidores.

Inflação
Quando questionados sobre as expectativas para a inflação, 48,4% dos consumidores afirmaram que ela irá aumentar, enquanto 9,2% disseram que vai cair. O relatório Focus, do Banco Central, aponta para um crescimento da taxa de juros média, para os próximos 12 meses, de 5,4%. Já a sondagem da FGV indicou que os brasileiros aguardam um avanço de 7,2%.
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