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Confiança de consumidores de baixa renda é a que mais sobe em setembro
09h11

SÃO PAULO - O aumento da confiança do consumidor é mais forte entre as famílias com renda de até R$ 2.100, segundo o Índice de Confiança do Consumidor, divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) na última terça-feira (23).

No mês de setembro, a confiança do consumidor brasileiro apresentou alta de 4,2%, sendo que somente na classe C o aumento foi de 9% em relação a setembro de 2007, quando a confiança teve queda de 1,6%. No acumulado do ano, essa faixa de renda apresentou um aumentou de 6,4% no índice de confiança.

Inflação dos alimentos
Segundo o economista da Fundação, Aloísio Campelo, o principal motivo para a alta da confiança nessa faixa social é a estabilização da inflação dos alimentos. Ele lembra que, entre 2005 e 2006, a confiança desse grupo era a que mais avançava, devido a programas sociais e estabilidade nos preços.

Porém, nos últimos meses do ano passado, esse índice começou a apresentar quedas, pois os preços maiores dos alimentos já afetavam o consumo e a confiança dessas pessoas.

"A nuvem maior era a questão da inflação dos alimentos, que causou a queda na confiança desse grupo nos últimos meses", afirma Campelo.

Confiança de outras classes
Considerando a avaliação de outras classes sociais, a que apresentou o segundo maior aumento no índice de confiança foi aquela com renda entre R$ 4.800 e 9.600, com alta de 4,5% entre setembro deste ano e do ano passado. No acumulado do ano, porém, esse grupo apresenta queda de 1,1%.

As famílias com renda superior a R$ 9.600, por sua vez, apresentaram a terceira maior alta no mês, de 2,2%, enquanto no acumulado entre janeiro e setembro deste ano está em 3,9%.

Já as famílias com renda entre R$ 2.100 e R$ 4.800 registraram a menor alta do mês no índice de confiança (1,4%), mas segunda maior do acumulado do ano (4,5%).
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