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Alimentos são principais responsáveis pelo "alívio" da pressão sobre o IPCA-15
10h13

SÃO PAULO - De agosto para setembro de 2008, os alimentos foram os principais responsáveis pela redução no ritmo de crescimento do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que variou 0,26%, 0,09 ponto percentual abaixo do resultado de agosto (0,35%). A variação do índice para o grupo passou de 0,25% em agosto para -0,25% em setembro. Já o IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado nos meses de junho, julho e agosto, registrou variação de 1,75% para o grupo dos alimentos.

Grande parte dos produtos alimentícios contribuiu para este resultado, com destaque para o tomate (-38,41%), leite pasteurizado (-4,48%), batata inglesa (-8,84%) e feijão carioca (-4,24%). Já dentre as altas, o destaque é para a alimentação fora de casa, para a qual o IPCA-15 variou de 0,94% para 1,48% entre agosto e setembro.

Variação regional
A queda nos preços dos alimentos ocorrida em setembro foi verificada na maioria das regiões pesquisadas, com destaque para Recife (-0,88%), a principal variação negativa. A tabela abaixo mostra os resultados do grupo alimentação por região:

Variação do custo da alimentação
Capital Setembro Acumulado no trimestre
Rio de Janeiro -0,42% 0,48%
Porto Alegre 0,07% 1,97%
Belo Horizonte -0,23% 2,01%
Recife -0,88% -0,55%
São Paulo 0,03% 2,87%
Distrito Federal -0,60% 1,67%
Belém 0,10% 2,29%
Fortaleza -0,72% 0,48%
Salvador -0,55% 1,18%
Curitiba -0,43% 1,58%
Goiânia -0,75% 1,04%
Nacional -0,25% 1,75%
Fonte: IBGE

Alimentos dão "folga"
Nesta medição do IPCA-15, a pressão inflacionária ficou por conta dos produtos não alimentícios. A variação geral observada foi de 0,41% em setembro, contra 0,38% em agosto. Dos nove grupos que compõem o IPCA-15, incluindo o dos alimentos, apenas três mostraram queda na variação de preços.

Dentre os itens que pressionaram a taxa do mês de setembro, os destaques foram o telefone fixo (0,85%), captando o restante do reajuste autorizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) no final de julho e a taxa de água e esgoto (1,05%), refletindo aumentos ocorridos nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro (6,88%) e São Paulo (0,35%).

Também apresentaram alta as taxas de aluguel residencial (0,62%), condomínio (0,66%), produtos de higiene pessoal (0,90%), artigos de limpeza (1,66%) e gasolina (0,30%).

A medição atual do IPCA-15, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (24), refere-se a preços coletados no período de 14 de agosto a 12 de setembro, comparando-os com aqueles coletados entre 15 de julho e 13 de agosto.
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