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BC alivia regras do compulsório e libera até R$ 23,5 bilhões para mercados
08h25

SÃO PAULO - Contrariando muito do discurso utilizado pelo Governo até recentemente sobre a crise financeira global, o Banco Central decidiu agir e flexibilizar o depósito compulsório exigido de instituições financeiras na última quinta-feira (2).

Uma das ferramentas mais importantes de que dispõe a autoridades monetária, o compulsório é a quantidade relativa de recursos captada por bancos que deve ficar depositada junto ao Banco Central, em vez de ser emprestada.

Com o maior estreitamento dos mercados de crédito global, em especial dos financiamentos interbancários, a instituição capitaneada por Henrique Meirelles autorizou os bancos brasileiros a abater, do compulsório de 15% dos depósitos totais a prazo, os volumes das carteiras de crédito que venham a adquirir de bancos pequenos e médios, desde que não ultrapassem 40% dos depósitos obrigatórios.

Injeção
De acordo com o Banco Central, o montante total de recursos que poderão ser liberados para o mercado corresponde a R$ 23,5 bilhões. Entre os objetivos da medida estão "melhorar a distribuição de recursos no Sistema Financeiro Nacional, em função das restrições de liquidez que têm sido verificadas no ambiente internacional", afirmou o BC.

A medida também reforça interpretações de que os diretores do Banco Central podem passar a centrar o foco de sua política monetária no combate das condições adversas do crédito, interrompendo as medidas contracionistas perseguidas nos últimos tempos, a fim de combater a emergência da inflação no país.
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