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Dos and don´ts: o que fazer, e não fazer, em épocas de incertezas
12h20

SÃO PAULO - A crise é norte-americana, mas não há como negar que ela tem atingido o mundo todo. E quem tinha a idéia (errada) de que só os investidores devem se preocupar com os desdobramentos, é melhor rever os conceitos.

"O crédito já está mais caro e as instituições financeiras cada vez mais seletivas na concessão", revela o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira.

"Os altos custos do crédito atingem tanto pessoas físicas quanto jurídicas, o que reduz a capacidade de consumo, inibe a produção, pode causar desemprego etc", alerta o economista Hugo Azevedo, autor de 500 Perguntas (e Respostas) Básicas de Finanças.

"A Bolsa é um termômetro", explica o professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Alexsandro Broedel Lopes, "mas ninguém tem certeza de nada", completa.

Dos and don'ts
A dica dos especialistas para este momento de crise é ser conservador, ter cautela e aguardar. A organização norte-americana de defesa do consumidor, Consumer Reports, dá sugestões de o que se deve fazer e, principalmente, o que é preciso evitar em épocas de incertezas como esta.

As dicas são destinadas aos americanos e aos estrangeiros que vivem nos Estados Unidos, no entanto, certamente são válidas para a população mundial. Confira:
    O que fazer

    Mantenha-se informado: as diferenças de expectativas são tão grandes que o cenário muda de uma hora para outra. É importante ficar atento aos desdobramentos da crise e às ações que vêm sendo tomadas com relação a ela.

    Mantenha suas contas em ordem: de acordo com a organização, "nunca houve um momento melhor para fazer um orçamento e começar a quitar suas dívidas, cartões de crédito e outras pendências".

    Busque ajuda: segundo a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, o mercado não está para amadores. "Na dúvida, consulte especialistas e planejadores financeiros que possam lhe indicar a forma mais sensata e segura de atravessar o período", aconselha.

    É preciso evitar

    Parar de poupar: quem já tinha o hábito de poupar, seja para formar uma reserva de emergência ou para realizar um sonho, não deve parar agora. "Não há motivos para isso", adverte a organização. Mantenha as contribuições periódicas, que serão bem úteis no dia de amanhã.

    Especulações: apesar de as quedas nos preços de ações indicarem oportunidades para alguns investidores, a alta volatilidade do mercado pede um certo grau de conservadorismo. "Até os grandes investidores estão sendo cautelosos", afirma o professor da Fipecafi, Alexsandro Broedel Lopes. "Não é hora de brincar com o dinheiro", completa o economista Hugo Azevedo.

    Contratar novas dívidas: avalie a real necessidade de contratar um novo empréstimo. Se puder, é melhor aguardar até que as coisas se estabilizem, ou pelo menos, até que haja uma definição mais concreta do momento. "Passada a turbulência, as coisas devem melhorar", acredita Miguel Ribeiro de Oliveira, da Anefac.

    Parar de viver: apesar de o período exigir cautela e atenção, a vida continua e é assim que é preciso encarar. Pode ser que seja necessário cortar gastos, reduzir alguns hábitos e eliminar outros, mas não exagere. Seja racional e, onde for necessário, ajuste.
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