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Crise: ministro do Desenvolvimento descarta ajuda ao comércio varejista
13h29

SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou, na quinta-feira (2), que o governo não pretende facilitar o crédito para o varejo e para o consumidor. Segundo ele, a crise internacional, até o momento, não teve efeitos sobre a economia real do País. "Por enquanto, não temos a crise que vocês querem que eu diga que exista", ressaltou.

"As associações comerciais esperam uma venda muito importante para o Dia das Crianças", ressaltou o ministro. Contrariando os mais alarmistas, ele também disse que não considera expressiva a queda de 1,3% na produção industrial em agosto ante o mês anterior, divulgada esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para o ministro, a queda na atividade da indústria não é relevante, porque o setor cresceu muito nos últimos meses, o que forneceu uma base elevada de comparação. "O crescimento industrial estava bastante elevado. Por isso, a queda de 1,3% é muito pequena", enfatizou, ao lembrar que, em relação a agosto do ano passado, houve crescimento de 2%.

Exportações
Em entrevista à Agência Brasil, o ministro afirmou que ainda não é possível prever o efeito da crise sobre as exportações brasileiras. De qualquer modo, o dólar tem aumentado e a elevação no câmbio pode impulsionar as vendas externas. Para Jorge, as oscilações na moeda norte-americana e nas bolsas de valores são naturais, principalmente em momentos de turbulência.

Na ocasião, ele disse que não poderia adiantar nenhuma das medidas de melhoria de crédito a exportadores em estudo pelo governo, mas descartou programas para manter o fluxo de ACC (Adiantamentos de Contrato de Câmbio), operações usadas pelos exportadores para antecipar a receita com as vendas externas. "Não recebemos nenhum pedido de ACC especial de qualquer empresa", garantiu.

De qualquer maneira, ele reiterou que não haverá pacotes e que o governo apenas tomará as medidas pontuais que julgar necessárias, como a antecipação de R$ 5 bilhões de créditos do Banco do Brasil para o setor agrícola, anunciada na quarta-feira (1º).
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