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Na turbulência, cresce busca por profissões ligadas ao mercado financeiro
10h55

SÃO PAULO - Com a crise financeira, ficam em evidência alguns profissionais. O analista que aparece na televisão para comentar a situação na Bolsa de Valores. O ministro da Fazenda que divulga comentário sobre uma nova medida tomada para aliviar os efeitos. O presidente de determinada empresa que fala dos resultados da companhia.

Tudo isso chama a atenção de toda a população para estas profissões, principalmente dos mais jovens. A demanda nas universidades por cursos como o de economia e de administração pode crescer de maneira significativa. "No momento de crise, se faz mais do que necessária a opinião de especialistas", afirmou o consultor de Carreira da Thomas Case Associados, do Grupo Catho, Renato Waberski.

"Há muita visibilidade na mídia e a garotada fica empolgada", disse a vice-diretora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Elisabete Adami Ferreira dos Santos. Questionada se a busca cresce porque eles encaram a situação como um novo desafio, ela disse que não: "Uma garotada de 17 anos não tem discernimento para saber o que é desafio, mas para saber o que dá visibilidade, sim!".

Economistas e administradores
De acordo com Elisabete, administração sempre foi uma profissão em alta na demanda, por diversos motivos. O primeiro deles é que o número de empresas no mercado está em crescimento. O segundo é que aumenta a modalidade de empresas e cada vez mais os administradores estão aptos a trabalhar em qualquer tipo de empresa.

A profissão de economista teve uma queda de interesse por parte dos jovens brasileiros por muito tempo. "Muitas escolas pequenas fecharam porque acabou o charme da profissão, quando a inflação foi controlada", explicou a vice-diretora. Agora, há uma maior demanda, mas por um economista diferente, mais focado em riscos.

Com a crise, estas duas profissões passam a ser mais buscadas, até mesmo porque os profissionais da área devem ser mais demandados. "Profissionais como analistas, aqueles que atuam no mercado de capitais, acabam sendo super requisitados", afirmou Waberski.

Elisabete concorda dizendo que o mercado de capitais é a vitrine da economia. Quando ele está bem, num momento de calmaria, a demanda pelas profissões citadas diminui. Mas em momentos de crise, como ele em evidencia, o quadro se inverte.

Aqueles que gerenciam riscos
Além das profissões mais tradicionais citadas acima, Elisabete ainda citou aquelas relacionadas ao risco como as que os jovens costumam buscar em momentos de crise: contadores, atuários, matemáticos, estatísticos e engenheiros. A habilidade que estas pessoas devem ter em comum é a de gerenciar risco, ler e entender os cenários. Este é o grande diferencial.

Outros pontos que passam a ser considerados mais importantes, em momentos de crise, na opinião de Waberski, são:
  • Formação contínua;

  • Idiomas, que sempre abrem portas;

  • Capacidade de adaptação.
  • Itaú e Unibanco: tarifas não devem subir nos próximos seis meses

  • Preços de passagens aéreas variaram significativamente em 2008

  • São Paulo é a quarta cidade mais cortês do mundo

  • Mesmo com aumento de preços, vendas de álcool crescem quase 46%

  • M-payment deve ser forma de pagamento que mais crescerá nos próximos anos

  • Preço e disponibilidade separam consumidoras dos produtos saudáveis

  • Mesmo com crise, teto de juros do consignado será mantido, diz Pimentel

  • Bancos elevaram taxas de juros para pessoa física em até 49,2% em outubro

  • Planos econômicos: bancos não podem cobrar por extrato para fim judicial

  • CNI: mesmo com a crise, pesquisa diz que indústria voltou a crescer em setembro

  • Trabalho em eventos: forma de garantir grana extra acaba virando carreira

  • Queda na confiança do consumidor pode aumentar compras à vista

  • Preço ainda é problema para consumo de alimentos funcionais, diz especialista

  • Consignado: idosos tomam crédito para custear despesas com saúde

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