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Preços sobem em todas as capitais pesquisadas pelo IPC-S
09h18

SÃO PAULO - O resultado do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) de 31 de outubro mostra que em todas as sete capitais pesquisadas para a composição do índice houve aumento de preços.

Considerando a taxa de variação do índice, na semana anterior, apenas em Porto Alegre (-0,17%) e Salvador (-0,01%) ainda havia variação negativa, indicando queda de preços. Entre 22 e 31 de outubro, porém, houve aumento da taxa de variação de todas as capitais da pesquisa, e as duas cidades retomaram trajetória de aumento dos preços.

Na divulgação atual, as maiores variações do índice foram registradas no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a menor, em Porto Alegre.

No Rio de Janeiro a taxa de variação do IPC-S saltou de 0,41% para 0,54% e em São Paulo, de 0,49% para também 0,54%. Veja, na tabela abaixo, as variações do IPC-S das capitais na medição de 22 e 31 de outubro.

Município 22/10 31/10
Belo Horizonte 0,24% 0,29%
Brasília 0,19% 0,50%
Porto Alegre -0,17% 0,18%
Recife 0,20% 0,45%
Rio de Janeiro 0,41% 0,54%
Salvador -0,01% 0,32%
São Paulo 0,49% 0,54%
IPC-S 0,34% 0,47%
Fonte: FGV

Capital paulista
Nesta apuração do IPC-S, quatro classes de despesa registraram acréscimo nas taxas de variação. A principal contribuição, como já acontece há algumas semanas, veio do grupo dos alimentos, que variou de 0,64% para 0,82%.

Contribuíram ainda no sentido ascendente os grupos vestuário (0,30% para 0,38%), Saúde e cuidados pessoais (0,12% para 0,20%) e transportes (0,26% para 0,30%).

As principais pressões para que os preços dos alimentos aumentassem vieram dos laticínios, os quais passaram de -1,39% para 0,19%. Dos outros grupos, os itens que pressionaram a subida dos preços foram as roupas (0,39% para 0,70%), os artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,67% para -0,13%) e gasolina (0,16% para 0,38%).

No sentido inverso, os grupos habitação (0,64% para 0,61%), despesas diversas (0,58% para 0,39%) e educação, leitura e recreação (0,10% para 0,09%) registraram decréscimo na taxa de variação. Do grupo habitação, o item que se destaca na redução é a taxa de água e esgoto residencial (3,10% para 1,66%).

Rio de Janeiro
Cinco das sete classes de despesa na capital fluminense registraram aumento da variação, que elevaram o índice total. A principal pressão veio, à semelhança de São Paulo, do grupo dos alimentos, cujo índice deu um salto, passando de 0,71% para 1,21%. Feijão preto (7,79% para 9,19%) e carne moída (6,04% para 7,64%) pressionaram o aumento dos preços.

Habitação (0,23% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (0,69% para 0,75%), vestuário (1,67% para 1,68%) e educação, leitura e recreação (-0,10% para -0,02%) foram as outras classes com aumento da variação.
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