Otimismo do consumidor em janeiro tem o menor nível desde novembro de 2005
15h59
SÃO PAULO - A confiança do consumidor da cidade de São Paulo recuou 2% em janeiro, na comparação com dezembro, o que fez com que o índice atingisse 124,4 pontos. Esse é o nível mais baixo desde novembro de 2005, quanto registrou 117,3 pontos.
Os dados fazem parte do Índice de Confiança do Consumidor, divulgado nesta terça-feira (6) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
Segundo a entidade, a queda no indicador se deve pelas expectativas negativas dos consumidores, devido à crise financeira mundial, o que gera cautela para a aquisição de novas dívidas ou financiamentos e, principalmente, em relação à confiança futura.
O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando otimismo quando está acima dos cem pontos, e pessimismo, quando se encontra abaixo dessa marca.
Condições atuais e futuras
Para elaboração do índice geral, são levados em consideração outros dois indicadores: o IEC (Índice de Expectativas do Consumidor) e o Icea (Índice de Condições Econômicas Atuais).
O primeiro, que mede a percepção quanto ao futuro, teve queda de 3,1% em relação a dezembro, ficando em 128,4 pontos. Já o segundo, que avalia as previsões atuais, registrou queda de 0,1% também na comparação com o mês anterior, atingindo 118,5 pontos.
Possibilidade de elevação
A Fecomercio ressalta ainda que, em relação às condições atuais, é natural que os consumidores melhorem seu ânimo no início do ano, devido à sazonalidade do período, uma vez que há possibilidade de novas contratações e, principalmente, pelo 13º salário.
Entretanto, existem evidências de que as quedas consecutivas já são uma tendência de retrações futuras, por conta dos desdobramentos do cenário internacional, especialmente do reflexo que a crise possa ter sobre o setor de atividade econômica.
Altos e baixos de 2008
Durante o ano de 2008, o ICC registrou variações distintas, chegando a atingir os 149 pontos em abril, o maior nível da série histórica. Segundo a Fecomercio-SP, essa melhora ocorreu devido à conjuntura econômica positiva daquele momento, à consistente expansão da massa real de rendimentos, combinada à maior eficiência da gestão da carteira de créditos.
Porém, a partir de abril, a alta nos preços das commodities fez a confiança registrar três quedas consecutivas, com o índice chegando a 131,5 pontos em julho. Contudo, houve melhora nas perspectivas e a confiança voltou a subir, para cair novamente em outubro, devido às incertezas da economia. |