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Fecomercio: 45% dos paulistanos estão endividados em janeiro
16h14

SÃO PAULO - O número de consumidores paulistanos endividados (com cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral) apresentou queda de 5 pontos percentuais, quando comparado ao mês de dezembro de 2008, fechando em 45% neste mês de janeiro.

Para os próximos meses, a expectativa é que os níveis de endividamento e inadimplência do consumidor sejam influenciados pelos reflexos da crise financeira no mercado brasileiro.

Os dados fazem parte da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada nesta terça-feira (6) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo a entidade, a queda do índice de endividamento pode ocorrer devido à redução da oferta de crédito para o financiamento de veículos novos e usados e também ao décimo terceiro no final do ano passado, uma vez que parte dos consumidores utilizaram esse recurso extra para o pagamento de dívidas em atraso.

Contas em atraso
Ainda segundo a Fecomercio, quanto à inadimplência, do total de consumidores endividados, 31% disseram ter contas em atraso em janeiro, o que representa uma alta de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Dentre os inadimplentes, 37% acreditam que não terão condições de pagar parcial ou totalmente as suas dívidas. Dentre os tipos de dívidas, o cartão de crédito continua sendo o grande vilão, com 43% de indicação.

Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é verificada no período de mais de um ano (34%). O restante divide-se entre períodos de 6 meses a um ano (20%), até 3 meses (21%) e entre 3 e 6 meses (23%).

Pagamento da dívida
Cerca de 41% dos consumidores tentaram renegociar as dívidas. Entre as dificuldades encontradas, a principal foi a taxa de juros elevadas (43%), seguida por falta de recursos financeiros (38%), prazo de pagamento curto (11%) e credor que não admite renegociação (5%).

Quando questionados sobre as despesas que mais afetaram as dívidas, 27% indicaram os gastos com alimentação, enquanto outros 23% apontaram os gastos com eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
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