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Confiança cai mais para os paulistanos com renda acima de 10 salários mínimos
17h36

SÃO PAULO - O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) dos paulistanos com rendimentos superiores a 10 salários mínimos diminuiu 3,8%, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, chegando a 129 pontos.

Já os consumidores paulistanos pertencentes à faixa de renda inferior a 10 salários mínimos também apresentaram variação negativa no ICC, de 2,2%. Embora a queda seja menor, esse grupo está menos confiante do que o daqueles com maior renda, já que o índice ficou em 123,4 pontos.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (6) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), apontam que o ICC varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar.

Futuro e presente
Considerando o IEC (Índice das Expectativas do Consumidor) dos consumidores de maior renda, a pesquisa aponta uma queda de 5,5% em janeiro, chegando a 131,4 pontos. Já o Icea (Índice das Condições Econômicas Atuais) decresceu 0,9%, para 125,3 pontos.

Entre os paulistanos com renda menor do que 10 salários mínimos, o IEC registrou queda de 3,2% em relação ao último mês de 2008, indo para 127,6 pontos no mês atual, enquanto o Icea apresentou baixa de 0,5%, passando para 117 pontos.

Sexo e faixa etária
Segundo a Fecomercio-SP, os homens estão mais otimistas do que as mulheres, com 127,8 pontos contra 121,3 pontos, respectivamente.

Além disso, o consumidor com idade superior a 35 anos está menos confiante em janeiro, com baixa de 4,9% no ICC, que chegou a 120,7 pontos.

Já entre os paulistanos da faixa etária inferior a este patamar, houve queda de 1,8%, com o índice atingindo 128,6 pontos.

Sobre a pesquisa
O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1994. Os dados são coletados junto a 2.100 pessoas no município de São Paulo.

O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.
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