Consumidor deve comprar menos bens duráveis em 2009
17h07
SÃO PAULO - O consumidor deve comprar menos bens duráveis no ano de 2009, por conta dos efeitos da crise financeira internacional. O alerta é da Consultoria Tendências, divulgado, nesta segunda-feira (26), em relatório semanal.
Segundo a Consultoria, a piora nas vendas de duráveis deve ser reforçada pela redução no ritmo de crescimento do emprego formal no curto prazo, que impactará as novas concessões de crédito às pessoas físicas, deteriorando, assim, a confiança do consumidor.
De um modo geral, diz o relatório, à medida que os efeitos da crise se transfiram para a economia real, por meio de deterioração das expectativas dos empresários e dos consumidores, deve se observar a continuação adversa de vendas do comércio.
Duráveis em 2008
Entre janeiro e setembro do ano passado, o setor de bens duráveis foi o principal impulsionador da economia doméstica, registrando taxas de expansão acima da média do varejo.
A partir de setembro, entretanto, começou a se desenhar um novo cenário econômico, com os spreads (diferença dos custos de captação dos bancos e taxa cobrada nos empréstimos) pressionados, segundo informações da Tendências apuradas com o Banco Central.
O spread para pessoas físicas, por exemplo, encontrava-se em 36,6% ao ano, em janeiro do ano passado. Onze meses depois, em novembro, esse percentual subiu para 43,6%. Já o prazo médio do estoque de crédito a pessoas físicas mostrou redução de oito dias corridos.
2008/2007
Além disso, revela o relatório, em novembro, o número de concessões caiu 13% em relação ao montante registrado no mesmo mês de 2007.
Já os saldos passaram de uma taxa anual de 20% em janeiro de 2008, para 7% em novembro do mesmo ano, sendo que a expectativa para os próximos meses é de decréscimo desta taxa. |