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Apesar da crise, turista brasileiro gasta mais no exterior em 2008
16h39

SÃO PAULO - Apesar da crise financeira internacional, os gastos dos turistas brasileiros no exterior aumentaram 33,50% em 2008. De acordo com a presidente da Embratur, Jeanine Pires, isso aconteceu porque o câmbio esteve favorável durante grande parte do ano e a economia se manteve bastante aquecida.

"Houve o fator econômico interno, ou seja, uma economia aquecida e um número maior de pessoas que tiveram acesso às viagens internacionais. Houve o fator cambial, que fez com que o produto fora do Brasil ficasse com um preço muito atrativo", afirmou.

De outubro para cá, porém, o cenário mudou. A crise financeira fez com que o dólar se valorizasse e o brasileiro viajasse mais para dentro do País. "Certamente, uma parte dos brasileiros que viajaram para o Brasil não viajaram para o exterior por conta da fragilidade do câmbio", disse ela.

Expectativas
Questionada sobre qual será a expectativa nos gastos dos brasileiros em 2009, Jeanine afirmou que a percepção de dezembro, janeiro e fevereiro é de que o brasileiro continuará optando por viajar para dentro do País. "O cenário que a gente já consegue identificar é de dezembro, janeiro e fevereiro. Nesse período, brasileiros viajaram mais para dentro do Brasil, mas acredito que alguns ainda vão fazer viagens internacionais, porque já tinham planejado essas viagens", disse a presidente da Embratur.

Destino Brasil
No ano passado, os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil cresceram cerca de 17%, na comparação com 2007. "Esse é o dobro da média do gasto dos turistas que viajam pelo mundo".

Dentre os fatores que contribuíram para isso, está o maior tempo de permanência do estrangeiro no Brasil, que possui mais pontos turísticos e portões de entrada para visitantes. Antes, a chegada acontecia apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, mas agora os turistas podem chegar por Belo Horizonte, Brasília, Recife, Fortaleza e Salvador. Além disso, o turista que vem ao Brasil tem renda e escolaridade mais altos.

De acordo com Jeanine, muitos sul-americanos viajaram pelo Brasil, em vez de escolherem países da Europa e dos Estados Unidos, por conta das valorizações das moedas desses destinos. "Estamos apostando nos clientes que têm renda alta e em segmentos de interesses especiais, como o turista que viaja para fazer golfe, pesca esportiva, turismo de aventura".
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