No primeiro trimestre, 86% dos bancos esperam alta da inadimplência
13h40
SÃO PAULO - A crise financeira mundial, que começou a mostrar seus efeitos em setembro de 2008, já alterou a expectativa dos empresários em relação à inadimplência, oferta de crédito, endividamento e renda dos brasileiros para o ano que está começando.
De acordo com a Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, divulgada nesta segunda-feira (26), 86% das instituições financeiras acreditam que a inadimplência vai aumentar no primeiro trimestre de 2009, em relação ao mesmo período de 2008.
Depois dos bancos, os setores mais pessimistas foram a Indústria, em que 73% dos empresários têm a mesma expectativa, seguida pelos Serviços (71%) e pelo Comércio (70%).
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro, com 1.024 executivos das empresas representativas dos setores da Indústria, Comércio, Serviços e Instituições Financeiras do País.
Oferta de crédito
Em se tratando da oferta de crédito para pessoa física e jurídica, na visão de 48% dos empresários ela irá cair no primeiro trimestre deste ano.
Desde 2006, essa é a primeira vez, neste levantamento, que o número de empresários que aposta em restrição é maior do que o grupo dos que apostam em aumento.
Endividamento
Em relação às dívidas contraídas pelo brasileiro, 64% do total de empresários que responderam à pesquisa apostam também na alta do endividamento no primeiro trimestre deste ano, frente aos números de 2008.
Considerando as expectativas por setor, as Instituições Financeiras e o Comércio figuram no topo do ranking dos que mais acreditam no aumento das dívidas, com 71% e 67% das respostas, respectivamente.
Mesmo que leve em conta as respostas regionais, o pessimismo continua vigorando, sendo que, no Sudeste, 66% dos empresários esperam alta do endividamento, proporção maior do que no Nordeste (62%), Sul (61%), Norte (60%) e Centro-Oeste (59%).
Renda
Quanto à renda do brasileiro, para os três primeiros meses do ano, as opiniões são, para 49%, queda da renda, para 40%, haverá estabilidade, enquanto que, para 11%, haverá alta. |