Publicidade

 

Licença-maternidade: mães ainda são demitidas na volta ao trabalho
08h57

SÃO PAULO - De acordo com a presidente da ABRH-AM (Associação Brasileira de Recursos Humanos da Amazonas), Elaine Medeiros, ainda é comum que as mulheres que voltam ao trabalho, após a licença-maternidade, sejam demitidas pelas empresas, que buscam profissionais que possam dedicar mais tempo às atividades.

"Infelizmente, esse problema ainda é comum no Brasil e tem muito a ver com a falta de estrutura ou de planejamento das mulheres profissionais no retorno ao trabalho", declarou.

De acordo com Elaine, é importante que as mulheres planejem e construam uma estrutura familiar que apoie os cuidados com as crianças. Do contrário, elas terão de se ausentar muito e correrão riscos de perder o posto de trabalho, uma vez que não estarão dedicadas e concentradas o necessário ao trabalho.

"E, normalmente, as empresas optam por efetuar desligamentos ao ter de enfrentar problemas como a falta de motivação para o trabalho ou acidentes", disse ela.

Onde acontece?
A demissão de mães, de acordo com a presidente da ABRH-ES, Ângela Abdo, acontece mais em empresas de linha de produção, de pequeno e médio porte ou em função do fato de que, durante a ausência da mulher para a licença-maternidade, seu posto de trabalho foi preenchido com sucesso por outro profissional.

Porém, também acontece bastante o inverso: a mulher volta da licença-maternidade e, para poder se dedicar mais aos filhos, pede demissão.

Complexidade
De acordo com o presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti, é bastante complexo o fenômeno da maternidade no ambiente de trabalho, o que preocupa tanto as empresas quanto a sociedade no geral.

"O ambiente de trabalho, cada vez mais competitivo, tem problemas para assimilar a mulher profissional que se torna mãe. Notamos que as empresas que lidam com essa questão com mais dificuldades são as pequenas e médias, justamente a grande maioria no Brasil, o que revela que o problema é, de fato, abrangente", afirmou.

"A questão da mãe no trabalho precisa ser melhor compreendida pelas empresas e pela sociedade. Entendo que as empresas deveriam ser estimuladas a dar apoio à mãe profissional, pois isso ajudaria muitas a preservar essas profissionais. Há muitas alternativas a serem consideradas, como creches nas empresas, trabalho à distância, entre outras alternativas", finalizou.
  • Empresas registram alta de 5,2% na demanda por crédito em abril, diz Serasa

  • Contribuinte pode antecipar pagamento de IR devido sem retificar declaração

  • Cadastro positivo pode ser votado na noite desta quarta-feira

  • Secovi: aluguel na cidade de São Paulo ficará 5,38% mais caro em maio

  • Cuidado: não é hora de investir na poupança, alerta economista

  • Não dá para desvincular planejamento de carreira das finanças, diz DBM

  • Otimismo do brasileiro está puxando o consumo, mesmo sob os efeitos da crise

  • Taxa de inadimplência ficará em 5,9% em 2009, a mais alta desde 2000

  • Preservação do meio ambiente é a prática mais valorizada por consumidor

  • Crédito ao consumidor deve crescer 13,7% este ano, prevê Febraban

  • Poupança pode ser tributada a partir de 2010

  • Dependendo do setor, taxa de juros do crediário chega a 8,94% a.m.

  • Cheque especial é dinheiro mais caro do mercado, diz economista

  • Brasil não evolui no ranking global de inovação

  • Home | Aposentadoria | Carreiras e Empresa | Impostos | Seguros | Seu Dinheiro | Seus Direitos | Suas Contas | Calculadoras | Estilo de Vida

    © 2000-2007 InfoMoney. Todos os direitos reservados.

    Apesar dos cuidados na coleta e manuseio, a InfoMoney não se responsabiliza pelas informações contidas neste site,
    nos dados dos links contidos em nossas páginas e não faz qualquer tipo de recomendação de investimento, não se
    responsabilizando por perdas, danos (diretos, indiretos e incidentais), custos e lucros cessantes