Taxa de inadimplência ficará em 5,9% em 2009, a mais alta desde 2000
10h15
SÃO PAULO - A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) projeta, para 2009, uma taxa de inadimplência (atrasos acima de 90 dias), de 5,9%. Caso essa previsão se confirme, será o nível mais alto da falta de pagamento dos últimos nove anos, quando se esperava um índice de 5,7%.
Nas pesquisas anteriores, de dezembro de 2008 e janeiro e março de 2009, a expectativa para a mesma taxa era de 4,9%, 4,9% e 5,4%, respectivamente.
Previsão maior que o índice de 2008
No ano passado, o índice efetivo ficou em 4,4%. Se confirmadas as previsões da Federação, neste ano, a inadimplência sofrerá um aumento de 1,5 ponto percentual.
Esse crescimento, na avaliação das instituições financeiras, continuará. De acordo com o levantamento, 73,1% dos bancos acreditam que a inadimplência seguirá em alta moderada. Já outros 3,8% se mostram mais pessimistas e acreditam que a taxa continuará em alta acentuada.
Para outros 23,1%, mais otimistas, a inadimplência deverá se estabilizar ou reverter a tendência de alta.
Crédito: maioria está otimista
A projeção do aumento da oferta de crédito para este ano ficou em 14,2%, sendo que é esperada expansão de 13,7% na oferta de dinheiro para pessoa física e 14,6% para jurídica.
Segundo a Febraban, o cenário aponta para uma normalização e recuperação do mercado de crédito. Na avaliação dos bancos, essa tendência será mantida e se acentuará nos próximos meses para 73,1%.
Ainda nessa avaliação, para 7,7% a tendência se inverterá, ou seja, as concessões de crédito sofrerão queda. Outros 19,2% não quiseram arriscar projeções sobre o tema.
Crise: Brasil pode se recuperar antes
Questionados sobre o desempenho do Brasil diante da crise, as instituições bancárias se mostraram otimistas. Para 60%, o País está em uma posição privilegiada e pode sair antes e melhor que os outros deste cenário.
Para 32%, a recuperação do Brasil reflete uma recuperação de mercado com base em correção de preços excessivamente baixos, mas que não antecipa movimentos futuros de recuperação da economia global. Outros 8% não opinaram sobre o tema.
Para o economista-chefe da Federação, Rubens Sardenberg, "a economia encontrou um novo patamar, ou seja, parou de piorar e começa a ter indicações de melhora", de acordo com a Agência Brasil. |