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Mercado interno impulsiona setor eletroeletrônico, mas crise persiste
09h04

SÃO PAULO - Apenas 8% das empresas do setor eletroeletrônico têm a percepção de que os efeitos da crise se agravaram em maio último, na comparação com o mês anterior. O percentual é substancialmente inferior ao verificado nos últimos meses. Para se ter uma ideia, em fevereiro, esse índice havia sido de 31%, em março, de 24%, e, em abril, de 20%.

Os dados constam do estudo mensal da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

Vendas
Nada menos que 41% das empresas indicaram que as vendas/encomendas cresceram em maio na comparação com abril. Este resultado somente foi superado em março passado, quando 51% das organizações deram essa resposta, porém, deve-se considerar que a base de comparação é fraca, já que em fevereiro houve apenas 19 dias úteis. Isso sem falar que fevereiro é, tipicamente, um mês de baixa sazonalidade.

A pesquisa constatou ainda que os negócios de 18% das empresas superaram os realizados em igual mês de 2008. Neste caso, a comparação tem base forte de vendas, uma vez que maio do ano passado registrou pleno crescimento.

De acordo com a Abinee, as exportações continuaram não sendo uma alternativa para as empresas enfrentarem a crise. Por isso, a melhora verificada em maio teve por motivo as vendas para o mercado interno.

Encomendas mantidas
Apenas 1% das empresas consultadas indicaram que houve cancelamentos de pedidos em carteira, 30% disseram que reprogramaram pedidos e 69% informaram que foram mantidas as encomendas conforme o contratado. Trata-se do maior índice registrado pela pesquisa desde o início da crise.

No entanto, mesmo com tantos indicadores favoráveis, referentes ao mês de maio, a realização vendas/encomendas permanece abaixo das expectativas para a maioria das empresas (59%). Destaca-se que este percentual foi de 73% para os negócios das empresas exportadoras.
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