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Plano Real faz 15 anos: confira o que comemorar!
10h10

SÃO PAULO - O Senado Federal irá comemorar em sessão especial, nesta quarta-feira (1), os 15 anos do Plano Real. Mas será que o brasileiro tem mesmo o que celebrar?

De acordo com o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que foi responsável pelo requerimento para a sessão especial, a resposta é sim, já que o Plano Real conseguiu promover o controle da inflação e garantir a estabilidade econômica no Brasil.

"O Plano Real pôs fim ao ciclo da desvairada inflação que assolava o País, corroendo os salários e o poder aquisitivo, principalmente, da população mais pobre", disse em seu requerimento, segundo a Agência Senado. O plano, acrescentou, também deu ao País a estabilidade econômica que o tornou menos vulnerável em crises internacionais como a atual.

O Plano
A data de 1º de julho refere-se ao momento em que foi implantada a reforma monetária que extinguiu o cruzeiro real, moeda vigente até então, e instituiu a URV (Unidade Real de Valor), depois transformada no real.

O Plano Real nasceu no governo Itamar Franco, enquanto Fernando Henrique Cardoso ocupava o Ministério da Fazenda. Em sua primeira fase, de dezembro de 1993 a março de 1994, a equipe econômica decidiu promover um ajuste fiscal.

A segunda fase deu-se com a introdução da URV, momento em que todos os preços foram convertidos a unidades reais de valor, que teriam como referência US$ 1. O plano foi consolidado com a criação da nova moeda, desvinculada da inércia inflacionária que marcara o período anterior da economia brasileira.

O que comemorar
De acordo com o professor PhD da FIAP e Faculdade Módulo, Marcos Crivelaro, três pontos da economia brasileira sofreram significativas mudanças, com a implantação do Plano Real. Confira abaixo:
  • Inflação: na véspera do lançamento do plano, a inflação estava ao redor de 50% ao mês, mas baixou para 1,7% nos primeiros seis meses de 1995.

  • Câmbio: o Brasil adotou regime de câmbio flutuante, permitindo que o valor da moeda nacional oscilasse com a lei da oferta e da procura do dólar. "O dólar barato quebrou milhares de empresas e milhões de empregos nas cidades e nos campos. Hoje, ainda nos preocupamos em descobrir qual é a faixa adequada. Estima-se que o dólar deva variar entre R$ 1,90 e R$ 2,20", disse o professor.

  • Estabilidade: efeitos para se chegar à estabilidade foram cortes em investimentos sociais e em infraestrutura, as privatizações e a elevação da carga fiscal. "Esta saiu de um patamar de 20% para quase 40% do PIB", completou Crivelaro.
  • Entidade pede prolongamento do seguro-desemprego a todos os trabalhadores

  • Após quatro meses em todo o país, portabilidade registra 2 milhões de pedidos

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  • Gastos de brasileiros se mantiveram estáveis em 2008, aponta estudo

  • SindusCon-SP: custos da construção civil sobem 1,04% em junho

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