Mesmo com crise, poupança não é prioridade para brasileiros, diz pesquisa
11h55
SÃO PAULO - Em época de crise, a preocupação em guardar dinheiro é maior do que a vontade de consumir, porém, esse comportamento não é verificado entre os brasileiros. Segundo indicou uma pesquisa global da Nielsen, enquanto 36% dos consumidores do País se preocupam em depositar o dinheiro excedente na poupança, 39% gastam esses recursos com roupas novas.
Além disso, 50% destinam a quantia que sobra no fim do mês para o entretenimento fora de casa, 41% gastam em produtos com novas tecnologias e 38% em melhorias para o lar. A preocupação com o pagamento de dívidas, empréstimos e cartões de crédito também é maior do que a preocupação com a poupança, com 41% das pessoas destinando os recursos para esse fim.
Apenas o quesito Viagem e Férias apresentou um percentual de destino dos recursos excedentes menor do que a poupança, de 26%. No total, 40% dos brasileiros acreditam que o momento seja bom para compras, contra 33% da média da América Latina.
América Latina
Na média da América Latina, a preocupação com o pagamento de dívidas (45%) também é maior que a poupança (42%), porém, quando se considera, gastos com roupas novas (32%), melhorias para o lar (32%), entretenimento fora de casa (39%) e novas tecnologias (28%), em geral, os latinos-americanos dão uma preferência menor do que à economia de dinheiro.
Quando se trata de poupar, o Brasil é o último da região, sendo que os mexicanos (50%) e os argentinos (49%) são os mais preocupados em depositar o dinheiro excedente na poupança. Considerando o pagamento de dívidas e empréstimos, todos os países apresentaram preocupações maiores com esse quesito, com exceção da Argentina, onde 34% dos consumidores destinam os recursos excedentes para esse fim.
Em todo o mundo, a maior parte dos consumidores está poupando o dinheiro excedente (48%), em vez de pagar dívidas e empréstimos (32%). Na região da Ásia/Pacífico, 60% dos consumidores estão mais preocupados em poupar, enquanto na Europa Ocidental, essa preocupação é menor, de apenas 36%.
Os percentuais ultrapassam 100% pois as perguntas permitiam respostas múltiplas |