Prorrogação do IPI na linha branca prejudica vendas de móveis, diz associação
12h41
SÃO PAULO - A Abimóvel (Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário) lamentou a decisão do Governo Federal em prorrogar por mais três meses a redução do IPI sobre alguns produtos da chamada linha branca (geladeira, máquinas de lavar, fogões e tanquinhos). No dia 29 de outubro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que os produtos da linha branca com maior eficiência energética continuariam sendo beneficiados pelo IPI reduzido.
Para o presidente da Abimóvel, José Luiz Dias Fernandez, a postura do governo é equivocada, pois beneficia um setor e prejudica outro. Fernandez acredita em uma migração do consumo dos móveis para os eletrodomésticos e automóveis, por conta dos benefícios fiscais.
Menos vendas e empregos
Dados da Abimóvel apontam que as vendas de móveis têm sofrido queda de 10% ao mês, enquanto o faturamento de eletrodomésticos cresce a 6%.
A entidade pede redução do IPI dos móveis de 5% para zero por cento e dos painéis de madeira, principal matéria-prima para a produção no setor, de 10% para 5%. Tais medidas poderiam evitar, de acordo com a Abimóvel, cerca de 30 mil demissões em empregos diretos no setor - perda de 11% da força de trabalho, especialmente entre empresas exportadoras. |