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E-consumidores desistem da compra se download demorar mais que dois segundos
15h35

SÃO PAULO - Os consumidores estão ficando cada vez mais exigentes e o mesmo pode ser afirmado para aqueles que compram pela internet. Estudo revela que o e-consumidor não quer esperar mais que dois segundos para que o site de vendas faça um download.

A consultoria Forrester entrevistou 1.048 usuários de diversos países e constatou que 47% dos entrevistados desistem da compra se a página demorar mais de dois segundos para baixar os arquivos.

Aqueles que pretendem gastar mais de US$ 1.500 em compras virtuais são os mais exigentes. Segundo o estudo, 52% desses consumidores são fiéis ao site, caso ele baixe os arquivos em menos de dois segundos.

Insatisfação tem reflexo em lojas físicas
Ainda segundo o estudo, a lentidão causa insatisfação e abandono do site pelos internautas e quase 34% dos pesquisados afirmaram que já abandonaram uma compra no meio do caminho por conta da performance lenta dos sites de vendas.

Porém, tal insatisfação não se limita à web. O estudo aponta que a baixa performance apresenta reflexos nas vendas das lojas físicas: 79% dos compradores virtuais insatisfeitos estão dispostos a não ir à loja física do site que entrou.

Um dos motivos para o reflexo negativo é que 46% dos e-consumidores acabam por desenvolver uma percepção negativa da companhia e 44% deles vão dizer a conhecidos sobre a decepção para efetuar a compra por meio do site de determinada empresa.

Os consumidores virtuais estão conscientes de que a decepção on-line apresenta reflexos nas vendas das lojas físicas: 87% dos entrevistados acreditam nesse impacto negativo.

Comparando com a mesma pesquisa realizada em 2006, a consultoria constatou que os e-consumidores estão mais satisfeitos agora.

Alta tecnologia
O estudo também constatou que os e-consumidores estão aderindo a recursos alternativos para efetuar compras: 16% compram via celular ou smartphones. Porém, 27% deles ressaltam que a conexão é muito lenta.

Ainda assim, quase 34% dos entrevistados afirmaram que gostariam de utilizar o celular como canal de compras no futuro.
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