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Seguro prestamista, de vida e funeral devem ser os primeiros para baixa renda
17h40

SÃO PAULO - Os seguros do tipo prestamista, de vida em grupo conjugado com acidentes pessoais e assistência funeral devem ser os primeiros produtos de microsseguro a surgirem no Brasil, segundo consta do relatório final da Comissão Consultiva de Microsseguro.

Concluído no último mês de setembro, o documento diz também que a legislação de microsseguros deve estabelecer parâmetros objetivos para o segmento, como vigência mínima; importância segurada máxima, definida por ramo de seguro; prazo máximo para liquidação de sinistros (inferior ao prazo fixado para seguros tradicionais); formas de contratação (por bilhetes ou apólices); além da documentação máxima exigida em caso de sinistro, também definida por ramo.

A legislação deve determinar ainda as condições de comercialização e requisitos necessários, como custo máximo de apólice; necessidade de aprovação prévia de produtos; canais de distribuição permitidos; critérios e requisitos de governança, conduta de mercado, entre outros.

Microsseguros
Previsto para entrar no mercado brasileiro até 2011, os microsseguros tem expectativa de movimentação de, no mínimo, R$ 1,5 bilhão nos dois primeiros anos.

Criado para atender às necessidades específicas da população de baixa renda, sob uma nova regulamentação e com canais de vendas diferenciados, para a Susep (Superintendência de Seguros Privados), o produto contribuirá para diminuir o hiato entre a pequena parcela da população protegida por seguros e a grande quantidade de pessoas sem nenhuma proteção.

"O microsseguro será uma ferramenta de inclusão social, autossustentável e trará benefícios para todos, principalmente para a população de baixa renda que terá, pela primeira vez, um seguro acessível. As pessoas terão condições de contratar coberturas para proteger seu patrimônio contra os risco. Ao mesmo tempo, possibilitará novos negócios para o mercado segurador", avalia o superintendente da Susep, Armando Vergílio dos Santos Júnior.
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