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Saída estratégica pelo futuro
por Lucio Maia
O futuro pertence àqueles que o fazem. Acredito mais do que nunca nisso. Esta frase é a base para qualquer idéia que queira tomar seu espaço no mundo. O futuro, no presente, nos torna imortais e incompreendidos. Sempre foi beirando a depressão por esperar o lento raciocínio do resto do mundo que os futuristas sofreram. Encontrar uma brecha e revelar suas idéias, poder se expor e, com sorte, ter algum retorno desejado era e continua sendo o grande desafio.
Marinetti era um louco. Um visionário. Em 1910 transformou palpável o futurismo pela sua arte, influenciando dos modelos de carros as artes plásticas. Fritz Lang em 1922 fez de Metrópoles a referência máxima para as gerações de escritores de sci-fi. Nos anos 60 a geração Kraut Rock alemã foi definitiva para o que chamamos hoje de música eletrônica. Eles (os futuristas) sempre existiram. Lêucipo (séc. V ac) ou William Gibson, Stravinsky ou Thelonius Monk. Mas estes citados foram alguns poucos que atingiram um mínimo grau de reconhecimento em vida, onde a maioria ninguém conhece ou só ouviu falar postumamente. Essa "maioria minoria" é quem faz o mundo girar, instiga novas tecnologias, pensamentos, políticas, conceitos e comportamentos, nos diferenciando do passado, pontuando o tempo.
Quando meu amigo Rica pediu para escolher um álbum e escrever o motivo pelo qual o comprei (essa era a idéia inicial, o motivo deste texto), eu não consegui focar um único disco. De uns anos para cá tenho tido uma visão de um modo mais amplo. Atraio-me por coisas que soam futuristas, originais e adversas, sempre apontando para frente e isso não se restringe só a música. Assim sendo, resolvi enxertar uma lista de algumas coisas das que tenho (se ele não se importar) do gênero. De Isaac Asimov a Antipop Consortium existe um universo de loucos querendo mostrar suas visões pessoais do que o futuro significa para cada um. Lembro-me de quando ouvi Kraftwerk pela primeira vez e percebi que é preciso colocar seus pés adiante para se tornar personagem de uma história que ainda será escrita. Essa é a minha meta.
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| Akira - Katsuhiro Otomo |
Moebius - Os Mundos Fantáticos de Moebius |
Frank Miller & Geof Darrow Hard Boiled |
| Livros |
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Thomas Pynchon O ArcoÍris da Gravidade |
William Gibson Neuromancer |
Aldous Huxley As Portas da Percepção |
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Lotte H. Eisner A Tela Demoníaca |
Isaac Asimov Visões de Robô |
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| Discos |
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Jorge Ben Samba Esquema Novo |
Felá Anikulapo Kuti box |
Kraftwerk Man Machine |
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Bob Marley and Wailers Catch a fire |
Jean Jaques Perrey Moog Indigo |
Scientist Scientific Dub |
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Thelonius Monk 1963 |
Tomita Planets |
Antipop Consortiun Tragic Epilog |
Links relacionados:
http://www.kraftwerk.com/
http://www.bobmarley.com/
http://www.asimov.com/
http://www.akira2001.com/
http://www.theloniusmonk.com/
# Lucio Maia é guitarrista do grupo Nação Zumbi
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