Volto ao tema da coluna da última semana, a prova de renovação da carteira de motorista (leia aqui), para dizer que não foram poucas as manifestações de leitores revoltados com a má qualidade da avaliação. O leitor Marcus Nicolosi, por exemplo, escreve: “Também fiz essa prova em maio do ano passado e achei um absurdo o `estilo´da avaliação. Não há o que negar: ela é muito malfeita! Seja pelo português, seja pela falta de lógica, mas principalmente a falha no seu objetivo maior, o de avaliar se as pessoas estão devidamente educadas para uma melhor condução, salvando vidas nesse trânsito que mata mais que tudo aqui no Brasil”.
Nicolosi prossegue: “Brilhante a sugestão para que uma entidade séria e competente como a Fuvest passe a fazer esse exame. Mas o que me espanta mais é que milhares de pessoas devem fazê-lo mensalmente e foi a primeira vez que vi alguém comentar esse descalabro”. E pede que continuemos a colocar a “boca no trombone”. Pedido atendido.
Outra leitora, que se identificou apenas como Tania, afirmou: “A coluna descreveu exatamente o que passei e principalmente as questões dúbias a serem respondidas. O que me salvou foi o sumulado que andei fazendo via internet”.
Houve outras tantas mensagens apontando incongruências, dubiedades e outros problemas envolvendo os critérios de avaliação. De novo: a idéia de reciclar permanentemente os motoristas não é má. Da forma como é feita, no entanto, o caminho só pode ser o descrédito – e o conseqüente abandono da idéia. Será que é isso o que todos querem? Com a palavra, as autoridades.
PS - Participei na quarta-feira, dia 3, de um bate-papo no UOL com 236 internautas (número nada desprezível para um início de ano). Quem perdeu e quer saber o que rolou, basta clicar aqui.
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