 O novo Volkswagen Golf, que chega às lojas custando a partir de R$ 48.990
A dois meses de completar oito anos do início de sua produção no Brasil, eis que o médio Golf é reestilizado pela Volkswagen. As maiores mudanças podem ser conferidas na dianteira, com novos faróis, grade e pára-choque inspirado no “V” e no “W” da marca, e na traseira, que traz vidro mais largo e novas lanternas que invadem a tampa do porta-malas com seus elementos circulares inspirados, de acordo com designers da empresa, nas turbinas de aviões a jato.
 Lanternas traseiras incorporam identidade visual de modelos alemães da VW
Em um primeiro contato, parece que o modelo mudou bastante. Mas basta conviver um pouco mais com o veículo para ver que não houve nenhuma revolução. Não é difícil de explicar. O Golf é um automóvel com ótima aceitação por parte do consumidor. Seu maior problema, que é o preço do seguro, ao que tudo indica foi resolvido com a instalação de rastreadores de série, o que barateia a cobertura.
 Vidro traseiro está mais largo; maçaneta do porta-malas também mudou
Não é à toa também que a fabricante adotou como slogan o “pelo prazer de dirigir”. O Golf é um carro que “veste” muito bem, como uma camiseta básica. Porém um dos trunfos para ficar mais atraente foi o oferecimento de pacotes de equipamentos menos básicos. Por isso todas as versões já chegam de série com itens como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro, retrovisores externos com pisca integrado, porta-óculos, alarme e o supracitado rastreador.
 Interior pouco mudou; entre os novos detalhes, padronagem dos bancos
Como opcionais para a versão de entrada, há airbag para motorista e passageiro, sistemas ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica da frenagen), ar-condicionado Climatronic (no qual é possível regular a temperatura desejada), rodas de liga leve aro 15, toca-CDs com função MP3 e faróis e lanternas de neblina.
Logo na versão Sportline há itens como rodas de liga leve 16, maçanetas das portas e frisos laterais na cor da carroceria, bancos de couro e faróis de neblina, entre outros. Entre os acessórios disponíveis para o Golf, estão o toca-CDs com entradas USB e Aux-In, que toca MP3, além viva-voz Bluetooth para telefone celular, DVD player e navegador via satélite.
 Versão GTI, que começa em R$ 90.490, tem mostrador com fundo branco
Seus preços são: R$ 48.990 (1.6), R$ 52.990 (1.6 Sportline), R$ 56.300 (2.0), R$ 65.665 (2.0 Comfortline) e R$ 90.490 (GTI). Novidade é a versão Sportline, que retoma o conceito das séries especiais Generation e Flash, mais equipadas por menos dinheiro. Os motores têm as seguintes potências: 1.6 Total Flex de 101 cv (cavalos) com gasolina e 103 cv com álcool, 2.0 a gasolina de 116 cv e 1.8 Turbo de 193 cv, o que devolve ao Golf o título de mais potente modelo nacional, que havia sido tirado no início do mês pelo Honda Civic Si, de 192 cv. Mas a VW adverte: é preciso abastecê-lo com gasolina de alta octanagem. Há ainda quatro alternativas de transmissão: as manuais MQ200 (motor 1.6) e MQ 250 (motores 2.0 e 1.8 turbo), de cinco velocidades, a automática que equipa o motor 2.0, de quatro velocidades, e a Tiptronic (1.8 turbo), de cinco velocidades.
 Retrovisor externo vem com a luz de seta integrada, o que é uma tendência
Mesmo o modelo equipado com motor mais “fraco” esbanja esportividade, conforme Interpress Motor comprovou na avaliação realizada com a versão 1.6, que incluiu trechos de rodovia, aclives e na cidade. Optamos por publicar em primeiro lugar a avaliação do veículo com essa motorização, pois ela responderá por quase um terço das vendas do modelo.
Merece ser citado o ótimo torque (força) desse motor, que fica entre 14,3 kgfm (álcool) e 14,5 kgfm (gasolina), permitindo que saia muito bem de lombadas em terceira marcha. Seu consumo na cidade fica entre 7,8 km/l (álcool) e 11,7 km/l (gasolina), subindo na estrada para 11,1 km/l e 16,9 km/l, respectivamente. Segundo a montadora, sua aceleração de 0 a 100 km/l é de 11,4 (álcool) a 11,6 (gasolina), e a velocidade máxima, de 187 km/h (a) ou 188 km/h (g).
 Versão GTI com motor de 193 cavalos faz do Golf o mais potente nacional
Criado pelo designer Giorgetto Giugiaro em 1974, o Golf acaba de completar a marca de 25 milhões de unidades fabricadas em todo o mundo. Quem esperava uma “nova geração” vai ficar decepcionado. Sem que seja justificável o investimento para a produção do Golf 5 que na Europa tem nova plataforma há três anos, o Golf brasileiro é feito “do jeitinho alemão”, mas ainda sobre a plataforma do Golf 4. Aliás, o modelo é produzido atualmente em sete fábricas do grupo Volkswagen em seis países: São José dos Pinhais (Brasil), Wolfsburg e Mosel (Alemanha), Puebla (México), Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), Uitenhage (África do Sul) e Changchun (China).
 Esportivo acelera de 0 a 100 km/h, segundo aferição da VW, em 7,5 segundos
No “teste das ruas”, o novo Golf chama a atenção. Não há quem não o fite ou que não admire sobretudo a lanterna traseira. É por enquanto o quinto colocado em vendas no acumulado do ano. Teve 879 unidades emplacadas, contra 3.445 do Chevrolet Astra, 2.617 do Peugeot 307, 1.904 do Ford Focus e 1.386 do Fiat Stilo. Mas tem tudo para recuperar o terreno perdido. Sobretudo quando a informação de que seu seguro caiu entre 30% e 40% nos últimos meses, com a instalação do rastreador, chegar a todos os candidatos a adquirir um Golf.
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FICHA TÉCNICA
Volkswagen Golf 1.6 Sportline Total Flex Motor: dianteiro, transversal,
quatro cilindros em linha,
oito válvulas, a gasolina, 1.599 cm³ de cilindrada Potência: 101 cv (g) a 103 cv (a) a 5.750 rpm
Torque: 14,3 kgfm (g) a 14,5 (a) a 3.250 rpm Câmbio: manual de cinco velocidades
Direção: hidráulica
Suspensão: dianteira independente McPherson; traseira interdependente, com braço longitudinal
Freios: a disco nas quatro rodas Dimensões: 4,20 m de comprimento; 1,74 m de largura; 1,46 m de altura; 2,52 m de entreeixos
Tanque: 55 litros Porta-malas: 330 litros
Preço: R$ 52.990 (versão básica custa R$ 48.990) |
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