O mesmo estilo esportivo todo particular, que marca o Peugeot 206 desde seu lançamento no Brasil, em 2001. Assim é o desempenho – ao mesmo tempo ágil e "nervoso" – do 207 que a marca francesa começou a fabricar no Brasil e que, a partir de agosto, começa a ser vendido nas versões hatchback (sem porta-malas saliente), em duas e quatro portas, e SW (perua). Dois meses depois, coincidindo com o Salão de São Paulo, a empresa inicia a comercialização do 207 Passion – sobrenome escolhido para a carroceria sedã.
 Peugeot 207 à brasileira: dianteira inspirada no modelo europeu
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Esse novo compacto traz 250 peças totalmente novas (as principais mudanças, além da evidente nova frente inspirada no 207 europeu, ocorreram na suspensão e na transmissão) e 1.000 componentes modificados, de acordo com informação do presidente da Peugeot do Brasil, Laurent Tasté. Segundo ele, a nova linha permitirá à marca mudar de dimensão no país, fortalecendo a sua posição comercial no principal segmento do mercado, o dos compactos.
Em avaliações realizadas por Interpress Motor nas versões hatch 1.4 e 1.6 entre as cidades do Rio e de Búzios (região dos lagos fluminense), o novo modelo provou ser espertíssimo, absolutamente estável e ágil, tanto nas arrancadas (uma das mudanças foi no software de injeção para melhorar o desempenho exatamente ao partir) quanto em ultrapassagens. Acelerador e volante respondem com destreza aos comandos do motorista. Para melhorar a dirigibilidade, o câmbio mecânico passou a ser acionado por cabos, o que neutraliza as vibrações na alavanca.
 Antena de teto na dianteira é marca do 1.4; no 1.6, ela fica atrás
Seu interior foi aprimorado e hoje lembra mais o "irmão maior" 307, tanto na disposição dos mostradores quanto na arquitetura cheia de curvas e cromados do painel, do que o antecessor 206. A crítica fica por conta dos comandos dos vidros elétricos, que continuam por meio de botões no console central, atrapalhados pela alavanca do freio de mão. Também houve pouquíssimas modificações na traseira – restritas a alguns grafismos na lanterna e a um pouco do pára-choque, com a nova disposição, por exemplo, da luz de neblina, agora na extremidade.
Porém, de acordo com Ana Theresa Borsari, diretora de marketing da Peugeot, a traseira era um dos pontos de que o consumidor mais gostava. Portanto, a opção foi mantê-la muito parecida com a do 206. O resultado do trabalho de 150 engenheiros que se debruçaram três anos sobre o projeto foi um veículo de dianteira bastante ousada, contemporânea em relação ao produto oferecido na Europa, mas com uma traseira que traz um quê de (para usar uma expressão francesa) déjà-vu.
 Na traseira, mudanças restritas a pára-choque e grafismo na lanterna
A dianteira de fato ficou muito bela para quem gosta de ousadia. De relance (ou em alguns ângulos de foto) é chega a ser difícil diferenciá-lo do 307. A grande tomada frontal, o pára-choque integrado ao capô, agora ostentando um imenso leão da marca, e o conjunto óptico alongado que deixa à mostra os canhões de luz dão um toque arrojado, arrematado pela grande entrada de ar frontal. Algumas versões se diferenciam pela presença da grade cromada na entrada de ar e dos faróis de neblina.
Se o esforço foi de reforçar o que a diretora chamou de "indicadores do 206", como boa imagem, performance e prazer de dirigir, o objetivo foi alcançado com louvor. Cai-se na velha questão: um automóvel totalmente novo, que fosse igual ao europeu, além de canibalizar o médio 307 (afinal, ainda não temos por aqui o 308...) sairia muito mais caro – e quem está de fato disposto a pagar por isso? Como está, o 207 tem preços a partir de R$ 37.790 na versão hatch e R$ 42.990 na perua.
 Interior claramente inspirado na "família 7" lembra o do médio 307
As rodas receberam desenhos dinâmicos, expressas no exemplar de 14 polegadas de alumínio com oito raios torneados (batizada de Kyalami) e na de 15 polegadas de dez raios estilizados (Interlagos), que contribuem para reforçar o dinamismo das silhuetas. Houve modificações no conjunto da suspensão, que traz agora novos amortecedores.
Todo o sistema foi retrabalhado, principalmente na traseira, composta por um eixo rígido de grande diâmetro fixo na carroceria, onde são ligados os dois braços que dão suporte às rodas. Também foi aperfeiçoado o isolamento acústico – o que diminuiu sensivelmente o nível de ruído no habitáculo.
 Perua com a nova dianteira chega com preços a partir de R$ 42.990
Esse tipo de suspensão utiliza barras de torção e os amortecedores são montados de forma inclinada. Dessa forma, o sistema recebeu nova curva de amortecimento, com uma evolução nos rolamentos de fixação dos braços da suspensão. Essa geometria permite a construção do piso plano do porta-malas e amplo por não influenciar no espaço do compartimento. A capacidade é exatamente a mesma do 206: 245 litros.
Há cinco versões de acabamento para cada uma das três configurações de carroceria (hatch, perua e sedã). Começa com a XR, que traz itens como maçanetas das portas, frisos laterais e capas do retrovisor na cor da carroceria. Há ainda ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros e trava elétrica nas portas e porta-malas. Acima dela está a versão XR Sport, que incorpora, entre outros itens, antena curta traseira, retrovisores externos com regulagem elétrica, vidros elétricos traseiros e faróis de neblina dianteiros. As duas têm motor 1.4 Flex com potência entre 80 cv (cavalos) com gasolina e 82 cv (com álcool).
 Traseira da versão SW, como no hatch, muda muito pouco
Depois vem a versão XS, equipada com motor 1.6 Flex – potência entre 110 cv e 113 cv –, que traz também sensor de chuva para acionamento do limpador de pára-brisa, faróis com acendimento automático, computador de bordo e banco traseiro rebatível bipartido. Para aumentar a esportividade, essa versão vem ainda com tubo de escapamento cromado, tampa do tanque de combustível tipo aviação, grade da entrada de ar com pintura metalizada e frisos de proteção na cor da carroceria.
Por dentro há ainda um pacote que inclui pedaleiras de alumínio e textura preta antiderrapante, acabamento em alumínio para as soleiras das portas dianteiras, maçaneta do porta-luvas cromada, manopla de câmbio cromada com sanfona de couro, mostradores com molduras cromadas, entre outros detalhes. Depois vem a versão XS Automática (ou XSA), que difere da anterior por ser equipada com transmissão automática seqüencial e, por fim, a versão top de linha, que traz, além do câmbio automático, banco de couro e airbags frontal e lateral como opcionais.
 Versão Passion, com carroceria sedã, só será vendida em outubro
Os preços de cada versão ficaram assim: nos hatches, XR 1.4 (duas portas), R$ 37.790; XR 1.4 (quatro portas), R$ 39.290; XRS 1.4 (duas portas), R$ 39.590; XRS 1.4 (quatro portas), R$ 41.090; XS 1.6 (duas portas), R$ 43.300; XS 1.6 (quatro portas), R$ 44.800; XS Automático 1.4 (quatro portas), R$ 48.800. Nas peruas (só quatro portas), XR 1.4, R$ 42.990; XRS 1.4, R$ 44.790; XSA 1.6, R$ 52.500. A versão aventureira Escapade (que pronuncia-se Escapáde, que em francês significa uma viagenzinha de lazer, e não Escapêide, como alguns insistem em pronunciar, como se fosse anglicismo) por enquanto será descontinuada. Mas deve retornar em breve.
O 206 continua em linha, na versão Sensation, como carro de entrada da marca, por preços a partir de R$ 28.690, podendo chegar a R$ 39.290. O sedã 207 Passion só terá o preço divulgado mais adiante. A marca espera vender, nos últimos meses do ano, cerca de 30 mil unidades da linha 207 no Brasil. "Graças ao 207 brasileiro, ainda neste ano deveremos ultrapassar a barreira dos 100 mil carros vendidos no país", diz Tasté. A projeção é em 2009 comercializar 130 mil veículos, saltando para 150 mil em 2010.
FICHAS TÉCNICAS Peugeot 207 hatchback
Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 8V (1.4) e 16V (1.6), flex, 1.360 cm³ (1.4) e 1.587 cm³ (1.6) de cilindrada
Potência: 80 cv (gasolina) a 82 cv (álcool) a 5.250 rpm (1.4) e 110 cv (gasolina) a 113 cv (álcool) a 5.600 rpm (1.6)
Torque: 12,85 kgfm a 3.250 rpm (1.4) e 14,2 kgfm (gasolina) a 15,5 kgfm (álcool) a 4.000 rpm (1.6) Direção: hidráulica Câmbio: manual de cinco velocidades ou automático Tiptronic, de quatro velocidades, com opção de trocas seqüenciais Suspensão: dianteira com rodas independentes, pseudo-McPherson, com amortecedores hidráulicos integrados; traseira com rodas indepdendentes, barras de torção transversais e barra estabilizadora Freios: a disco na dianteira e a tambor na traseira (versões manuais) e a disco nas quatro rodas (versões automáticas)
Dimensões: 3,87 m de comprimento; 1,67 m de largura; 1,45 m de altura; 2,44 m de entreeixos
Peso: a partir de 1.033 kg Tanque: 50 litros Porta-malas: 245 litros Preços: XR 1.4 (duas portas), R$ 37.790; XR 1.4 (quatro portas), R$ 39.290; XRS 1.4 (duas portas), R$ 39.590; XRS 1.4 (quatro portas), R$ 41.090; XS 1.6 (duas portas), R$ 43.300; XS 1.6 (quatro portas), R$ 44.800; XS Automático 1.4 (quatro portas), R$ 48.800
Peugeot 207 SW
Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 8V (1.4) e 16V (1.6), flex, 1.360 cm³ (1.4) e 1.587 cm³ (1.6) de cilindrada
Potência: 80 cv (gasolina) a 82 cv (álcool) a 5.250 rpm (1.4) e 110 cv (gasolina) a 113 cv (álcool) a 5.600 rpm (1.6)
Torque: 12,85 kgfm a 3.250 rpm (1.4) e 14,2 kgfm (gasolina) a 15,5 kgfm (álcool) a 4.000 rpm (1.6) Direção: hidráulica Câmbio: manual de cinco velocidades ou automático Tiptronic, de quatro velocidades, com opção de trocas seqüenciais Suspensão: dianteira com rodas independentes, pseudo-McPherson, com amortecedores hidráulicos integrados; traseira com rodas indepdendentes, barras de torção transversais e barra estabilizadora Freios: a disco na dianteira e a tambor na traseira (versões manuais) e a disco nas quatro rodas (versões automáticas)
Dimensões: 4,07 m de comprimento; 1,67 m de largura; 1,48 m de altura; 2,44 m de entreeixos
Peso: a partir de 1.113 kg Tanque: 50 litros Porta-malas: 313 litros Preços: XR 1.4, R$ 42.990; XRS 1.4, R$ 44.790; XSA 1.6, R$ 52.500
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