Começam a ser vistas nas ruas as primeiras unidades da minivan Livina, primeiro automóvel de passeio produzido pela Nissan no Brasil – e o primeiro flex da marca japonesa no país. Faz sua estreia na América Latina por aqui, uma vez que já é vendida em países com China, Indonésia, Vietnã, Taiwan, África do Sul, Malásia e Filipinas.
Chega em quatro versões, com duas motorizações, a 1.6 16V de com potência entre 104 cv (cavalos) e 108 cv (gasolina e álcool, respectivamente) e a 1.8 16V de 125 cv a 126 cv. Traz o motor mais potente da categoria, levados em conta concorrentes diretos, como Honda Fit, Chevrolet Meriva e Fiat Idea. Outro trunfo é o porta-malas, também o maior deles, com 449 litros. Seu comprimento, de 85 centímetros, facilita o transporte de volumes maiores.
Na nomenclatura, o que diferencia a versão básica da top de linha é o sobrenome SL, presente nas Livina mais sofisticadas. Desde a versão básica, o modelo vem com direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar-condicionado e airbag para o motorista.


 A Nissan Livina, primeiro carro de passeio da marca feito no país
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Nas versões SL há rodas de liga leve aro 15, sistema de freios com sistemas ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) e BA (que auxilia em caso de frenagem urgente), faróis de neblina dianteiros, travamento automático das portas com sensor de velocidade, travamento das portas por controle remoto, alarme (somente na 1.8 SL) e airbag para motorista e passageiro. Outro diferencial em relação às versões de entrada é que a SL traz maçanetas das portas e capas dos retrovisores na cor da carroceria.
Em avaliações realizadas em trechos urbanos e rodoviários entre São José dos Pinhais (PR), onde fica a fábrica da Nissan, e Curitiba, o modelo se mostrou bastante esperto na condução, estável nas curvas e manobras e agradável no interior – quem conhece outros modelos da marca, como a picape Frontier (com a qual a Livina divide a linha de montagem) e o X-Trail (importado do Japão), logo nota que se está em um Nissan, o que é bastante positivo.
Os senões ficam por conta, no caso da versão 1.6 16V, do nível de ruído em altas rotações e da embreagem um tanto dura (depois descobri que algumas unidades avaliadas eram pré-série). Já a versão 1.8 16V, além de eliminar a questão da embreagem, empolga bastante em termos de desempenho, conforme Interpress Motor constatou durante o percurso.
Fica outro apelo para a Nissan: que instale logo que possível ajuste de altura para os bancos (pelo menos o do motorista), o que não chegou a comprometer a dirigibilidade, mas é bom ter a opção, e para os cintos de segurança (o volante tem a regulagem de altura). A cabine oferece bom espaço, com o painel em tom escuro em cima e claro embaixo, bem como detalhes prateados. Há ainda um providencial par de porta-copos junto à alavanca do câmbio.
Seu preço sugerido ficou extremamente competitivo, a partir de R$ 46.690 (versão 1.6 16V). A 1.6 SL sai por R$ 51.490. Com motor 1.8, o modelo começa em R$ 50.690 na versão de entrada e R$ 56.690 na SL. Outros diferenciais da versão SL são CD player com função MP3 com entrada auxiliar para iPod, quatro alto-falantes, banco traseiro bipartido, volante revestido de couro e grade frontal cromada (que segue a identidade visual do crossover Murano). Importante também é o prazo da garantia, de três anos.
Desempenho e consumo
Dados de fábrica indicam que, na versão 1.6 16V, que vem com câmbio manual, a Livina acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e chega a 183 km/h de velocidade máxima. Com motor 1.8 16V, que tem apenas transmissão automática, a aceleração ocorre em 10,7 segundos, e a máxima chega a 182 km/h. Esses dados foram obtidos com apenas álcool no tanque.
Os testes de consumo indicaram que, quando roda com gasolina, a versão 1.6 16V percorre 12,8 km/l na cidade e 17,5 km/l na estrada. Com álcool, os valores ficam, respectivamente, em 7,7 km/l e 10,5 km/l. Os resultados do propulsor 1.8 16V não ficam muito distantes. Seu consumo com gasolina é de 11,6 km/l na cidade e de 17,2 km/l em rodovias. Com o uso do álcool, o modelo roda, respectivamente, 7,0 km/l e 10,3 km/l.
Por falar em álcool e gasolina, a Livina inaugura um novo local para o reservatório de partida a frio, localizado entre o capô e o para-brisa, protegido por uma tampa de plástico. Assim não é necessário abrir o capô para abastecer, além de ser mais seguro em caso de batida. A mesma solução acaba de ser adotada no hatchback Tiida flex.
A Nissan espera comercializar até o final do ano 7.200 unidades do modelo, que é um marco da empresa no país, chegando com boas qualidades para disputar um segmento que procura conquistar o comprador sobretudo pela versatilidade. Isso não lhe falta.
O jornalista Luís Perez viajou a convite da Nissan
Nissan Livina Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, flex, 1.598 cm³ (1.6) e 1.798 cm³ (1.8) de cilindrada Potência: 104 cv (gasolina) a 108 cv (álcool) a 5.750 rpm (1.6) e 125 cv (gasolina) a 126 cv (álcool) a 5.200 rpm (1.8) Torque: 14,9 kgfm (gasolina) a 15,3 kgfm (álcool) a 3.250 rpm (1.6) e 17,5 kgfm a 4.800 rpm (álcool e gasolina) Direção: elétrica Câmbio: manual de cinco velocidades (1.6) e automática de quatro velocidades (1.8) Suspensão: dianteira independente tipo McPherson com barra estabilizadora; traseira com eixo de torção, barra estabilizadora e molas helicoidais Freios: a disco na dianteira e a tambor na traseira Dimensões: 4,18 m de comprimento; 1,69 m de largura; 1,57 m de altura; 2,60 m de entreeixos Peso: 1.159 kg (1.6) a 1.193 kg (1.8 SL) Tanque: 50 litros Porta-malas: 449 litros Preços: R$ 46.690 (1.6), R$ 51.490 (1.6 SL), R$ 50.690 (1.8) e R$ 56.690 (1.8 SL)
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