O diretor do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Alfredo Peres da Silva, afirmou hoje que a resolução 197 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que regulamenta o uso do engate nos veículos, é “a arte do possível”. “Foi um meio-termo a que se chegou. Houve até uma discussão para proibi-lo. Mas a proibição geraria uma série de ações judiciais. Também cogitou-se instalar o engate móvel, mas recebemos muitas reclamações de que eles aumentariam demais os custos”, disse o diretor a Interpress Motor. “Eu pessoalmente sou mais favorável à implantação do engate móvel.”
Quem tem o dispositivo no carro tem seis meses para regularizá-lo. Os engates deverão ter esfera maciça apropriada para o tracionamento de reboque, tomada e instalação elétrica para a conexão do veículo rebocado, dispositivo para fixação da corrente de segurança do reboque, ausência de superfícies cortantes e dispositivos de iluminação devidamente regulamentados. Os donos dos veículos com engate em desacordo com as normas poderão ser autuados por infração grave (multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira) e ainda terão o veículo apreendido.
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