
Como passei a vida andando em São Paulo com suspensão pro-link (XL, XLX, NX...), dificilmente consigo pensar em alguma moto melhor do que essa "família" para o trânsito da cidade. Alta, ágil, um fenômeno de facilidade nas manobras. Por isso, ao pegar a Shadow 750, pensei que tivesse de maneirar no louco-cachorrismo. Qual o quê. A moto tem uma agilidade rara, facilitada pelo muito bom torque e o peso nada excessivo. Até matar o "guarda-deitado", colocando a Shadow entre o obstáculo e a guia, deu sem dificuldades.
É bem verdade que quem tem R$ 30 mil para dispor numa moto não pensa nela como primeiro veículo. Mas, sendo Honda, não duvidaria de sua resistência no dia-a-dia. Da próxima vez que eu a dirigir já não vou precisar pagar mico quando a moto não pegar. Ainda bem que o tiozinho na padaria falou: “Deve ser o cavalete”.
Paulo Vieira é editor da revista “Viagem & Turismo”.
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