


Ao lançar a versão Flex da picape Courier, a Ford aposta na relação custo-benefício. É um modelo interessante para quem não quer gastar muito na compra de um veículo do segmento, mas que também não se importa de sair da loja com um zero-quilômetro defasado, sobretudo no design – vale lembrar que a “cara” da Courier é a mesma da geração anterior do Fiesta. A própria montadora admite o atraso.
“A gente não tem pretensão de brigar como o carro mais bonito do mercado. Sabemos que isso é importante, mas quem compra hoje a Courier quer custo-benefício”, afirma a Interpress Motor o gerente de picapes da Ford, Wilson Vasconcellos Filho. Com a motorização flex, que começa a chegar às lojas neste mês, não houve mudanças de preços, que começam em R$ 29.960. A potência aumentou. Em vez de 95 cv (cavalos) da versão a gasolina, desenvolve agora de 96 cv (com gasolina) a 107 cv (com álcool).
Dados de fábrica indicam ainda que a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 13,4 segundos com gasolina e 12 s com álcool, enquanto a velocidade máxima é de 161 km/h e 168 km/h, respectivamente. Apesar da defasagem do modelo, ela continua tendo a maior caçamba da categoria, com 1,82 metros de comprimento, além da maior capacidade de carga (750 kg). “Quando a concebemos, há dez anos, foi como uma picape de verdade, ao contrário dos nossos concorrentes, que fizeram um derivado de automóveis”, defende o gerente, que não revela quando o modelo ganhará a cara do novo Fiesta. "Não falamos sobre futuros lançamentos."
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