Depois do assassinato de quatro turistas franceses e três soldados na semana passada na Mauritânia, a organização do Rali Lisboa-Dakar, que largaria amanhã da capital portuguesa, confirmou o cancelamento da edição 2008 da prova. É a primeira vez que a tradicional prova é cancelada em 30 anos de existência. "Depois de trocar opiniões com o governo francês - em particular com o ministro do Exterior - e tendo em conta suas firmes recomendações, os organizadores do Dakar tomaram a decisão de anular a edição 2008 do Rali, programada para acontecer do dia 5 a 20 de janeiro entre Lisboa e a capital senegalesa", diz o comunicado divulgado no site oficial da prova.
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"Diante da tensão política internacional e das ameaças diretas contra os pilotos, a organização não pode pensar em outra solução razoável do que anular a prova", completa a organização do rali.

Não é a primeira vez que o terrorismo corre junto com as máquinas do rali Dakar. Em 1991, o piloto francês Charles Cabannes morreu ao ser atingido por um disparo no Mali. Ao que tudo indica, sua morte ocorreu devido a um conflito entre o exército daquele país e tribos tuaregues. Cinco anos depois, no Marrocos, Laurent Guiguen morreu ao passar com seu caminhão sobre uma mina terrestre armada pelo exército marroquino. Além disso, em outras seis edições, existiram ameaças que partiram de grupos radicais.
Nesta 30ª edição, o Rali Lisboa-Dakar teria 570 equipes, 60 a mais do que no ano passado. Seriam 205 carros, 245 motos, 20 quadriciclos e cem caminhões, que enfrentariam que 9.273 quilômetros, desde a Praça do Império, em Lisboa (Portugal) até o Lago Rosa, em Dacar (Senegal). Contabilizando as equipes de apoio, seriam cerca de mil veículos e 3.500 participantes.
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