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| Caso Fox: VW pode ser multada em até R$ 3 mi |
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| da Redação |
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O Ministério da Justiça abriu processo administrativo contra a Volkswagen em razão dos problemas no rebatimento do banco traseiro do Fox. O DPDC (Departamento de Defesa do Consumidor), órgão ligado ao ministério, questiona por que não foi realizado recall depois de relatos de pessoas que tiveram partes de dedos decepadas ao tentar rebater o banco. O problema, levantado em reportagem da revista "Época" da última semana, já havia sido abordado em agosto de 2006 pela revista "Quatro Rodas".
A Volkswagen terá dez dias a contar desta quarta-feira, dia 13, para se defender. Caso seja comprovado que a montadora vendeu carros que trazem risco à segurança do consumidor sem que tenha realizado recall ao tomar conhecimento do defeito, a montadora pode ser multada em até R$ 3 milhões.
Segundo o departamento, de acordo com o artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos compradores, mediante anúncios publicitários em jornais, rádio e televisão.
"É um fato grave a empresa se recusar a fazer recall. O Código de Defesa do Consumidor tutela com propriedade a saúde e a segurança do usuário, que tem proteção administrativa, civil e penal", diz o diretor do DPDC, Ricardo Morishita. Em resposta, a VW diz que o procedimento para mover o banco traseiro do Fox é seguro, desde que realizado conforme as instruções do manual do proprietário. Segundo a empresa, não há necessidade de recall porque não há defeito no Fox.
Peça antiacidente
Anteontem a marca começou a distribuir à rede de concessionárias uma peça adicional para o sistema de rebatimento do banco traseiro do Fox. Trata-se de um anel de travamento de borracha, que será instalado no cabo de tração para destravar o encosto do banco traseiro, cobrindo totalmente a argola de metal que fixa esse cabo.
Segundo a empresa, o cliente deve procurar uma concessionária de sua preferência e agendar a instalação. O anel de travamento será instalado só nos modelos com banco traseiro com ajuste longitudinal (ARS), em que o encosto é destravado com a ajuda da cinta.
Nos bancos fixos, que são destravados por meio de dois pinos localizados nas partes superiores direita e esquerda do encosto, a argola e a cinta não existem. O mesmo ocorre com os bancos bipartidos, em que o sistema de rebatimento é diferente e também não conta com a cinta e a argola.
Na última sexta-feira, comunicado da empresa afirmou que o banco do Fox europeu é bipartido. No site alemão, no entanto, Interpress Motor constatou que o mercado europeu também tem a opção de banco inteiriço, não apenas bipartido. Em contato com a reportagem, a Volkswagen confirmou a informação de que existe, em pequena escala, o banco inteiriço, mas que ele não tem o ajuste longitudinal (portanto não existem a cinta e a argola).
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| Publicado em 13/02/2008 |
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