A Toyota apresenta no Brasil a 10ª geração do Corolla, no país a terceira desde que o veículo começou a ser produzido em Indaiatuba (SP). Com design igual ao do modelo que já é comercializado na Europa, o sedã chega com a missão de combater o Honda Civic, que conquistou a liderança de mercado do segmento no ano passado. A marca, alliás, não faz questão nenhuma de esconder seu alvo.

 O novo Toyota Corolla brasileiro: visual não lembra o Camry?
"Temos tudo para retomar a liderança do segmento, como habitáculo e porta-malas, que no concorrente é menor [o porta-malas do Civic tem 340 litros]", afirma Luiz Carlos Andrade Junior, vice-presidente sênior da Toyota Mercosul, que espera um aumento de 50% nas vendas com a nova versão.
Com chegada às lojas prevista para o dia 28, o novo Corolla traz novidades que vão além do visual externo, que por sinal lembra bastante o Camry, sedã de categoria superior da marca, sobretudo quando visto de frente. Traz ainda piscas integrados aos retrovisores externos, uma tendência em veículos mais modernos.
O modelo está maior (10 milímetros no comprimento, totalizando 4,54 metros, e 55 mm na largura, o que resulta em 1,76 m) e com altura menor em relação ao solo (agora são 16,5 centímetros em vez de 17 cm). O volume do porta-malas também aumentou, passando de 437 litros para 470 litros.
Seu painel foi renovado, sobretudo os mostradores, que ganharam nova padronização. Agora o veículo adota o assoalho plano (que o Civic tem desde o ano 2000) e vem agora com quatro airbags nas versões XEi e SE-G e dois na XLi, acelerador eletrônico, direção com assistência elétrica, acendimento automático dos faróis (versões XEi e SE-G), sensor de estacionamento e faróis de xenônio (os dois na SE-G), entre outros itens.

 Interior mais requintado (no alto) traz novos mostradores (acima)
Desde a versão de entrada (XLi), o sedã vem de série com ar-condicionado, trio elétrico (travas, espelhos externos e vidros), apoio de braço central deslizante, volante de três raios com regulagem de altura e profundidade, computador de bordo (com relógio, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia e velocidade média) e comandos internos para abertura do tanque e do porta-malas. Haverá sete opções de cor: prata Supernova, preto Eclipse, bege Aurora, cinza Galáctico, branco Polar (versões XLi e XEi), verde Boreal e azul Orion (estas a partir de maio).
O motor é o 1.8 VVTi Flex de 16 válvulas que desenvolve de 132 cv (cavalos) quando abastecido com gasolina a 136 cv (com álcool). Seus preços serão os seguintes: R$ 62 mil (XLi manual), R$ 66 mil (XLi automático), R$ 68.500 (XEi manual sem banco de couro), R$ 70.400 (XEi manual com banco de couro), R$ 72.500 (XEi automático sem banco de couro), R$ 74.500 (XEi automático com banco de couro) e R$ 87.300 (SE-G automático, que não tem versão manual e já traz banco de couro).
Com a estratégia de atrair um cliente mais jovem sem afugentar os tiozões, a Toyota admite que, com o mercado aquecido, podem faltar carros. "Estamos nos preparando para gerenciar essa situação", diz o vice-presidente. Para amenizar as filas, que parece mesmo inevitáveis, a capacidade de produção da fábrica foi ampliada de 60 mil para 70 mil unidades por ano. Interpress Motor acompanha o lançamento, que acontece no Guarujá (SP), e traz nesta quarta-feira a avaliação completa do novo Corolla.
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