Shopping Interpress

Adicionar aos favoritos Recomende a um amigo Faça deste site sua página inicial Faça o download da apresentação de INTERPRESS MOTOR
Lançamento
Opinião
Reportagem
Galeria de fotos
Notícias
Fale conosco



Enquete
Papel de parede
Jogos
Busca
InterBlog
Boletim
Shopping
Caminhões e ônibus


  O que é isso?

OPINIÃO
13/10/2009 - 17h14
Alta Roda
Agile demonstra criatividade
Longevidade de arquiteturas é bem explorada por engenharia brasileira
por FERNANDO CALMON

Fernando Calmon - foto Divulgação

O concorrido segmento dos compactos, de longe o mais importante do mercado brasileiro, tem despertado a criatividade dos fabricantes. De hatches a picapes, passando por sedãs, stations e utilitários esporte, a oferta inclui a convivência de diferentes gerações. A nova safra de hatches compactos anabolizados, iniciada por Punto e Sandero, inclui agora o Agile. Com 3,99 metros de comprimento, 2,54 m de distância entreeixos e 1,68 m de largura, o novo Chevrolet só não enfrenta em largura o modelo da Renault.

Curiosamente o Agile utiliza arquitetura derivada do primeiro Corsa, de 1994, a exemplo do Celta/Prisma. No entanto oferece mais espaço interno do que a segunda geração do Corsa (de 2002), porém sem o subchassi dianteiro deste, por limitações de orçamento. A longevidade das arquiteturas, sempre bem explorada por engenheiros brasileiros, terá seguidores também no exterior em razão das dificuldades financeiras atuais. Isso não impede a concepção de carrocerias completamente diferentes e interiores renovados que, de fato, importam ao consumidor.

A GM optou por simplificar a oferta. Pelo menos de início há duas versões: LT, a partir de R$ 37.700, e LTZ, que chega a R$ 42.700. Nessa faixa de preço enquadram-se Fox, Fiesta, Peugeot 207 e Citroën C3, além de Punto e Sandero, e versões mais equipadas de Gol, Palio e Corsa (neste o preço mudará pela inevitável canibalização).

O Agile vem bem recheado de equipamentos de série, desde a LT: direção assistida, ar-condicionado, comando elétrico de vidros dianteiros e travas das portas, ajuste de altura do banco do motorista, computador de bordo e até estabilizador de velocidade. É o primeiro carro nacional a oferecer suporte energizado para o GPS portátil sobre o painel. Airbags frontais são opcionais, mas freios ABS, só na LTZ.

Espaço para as pernas no banco traseiro (inclusive os pés, sob os bancos dianteiros) e o volume do porta-malas, de 327 litros, são pontos altos. O estilo, tomado em conjunto, também atrai. Mas a grande grade dianteira de dimensões avantajadas e o aplique preto na coluna C talvez desagradem alguns. Capô alto e formato da carroceria acabaram prejudicando a aerodinâmica: Cx 0,37.

Único motor disponível, agora, é o 1.4, 97cv/102cv. Como seu peso chega perto de 1.100 kg, o desempenho em estrada mostrou-se um pouco prejudicado, na avaliação inicial feita na Argentina, onde é produzido. Lá, com gasolina sem etanol, perde 5 cv e aqui ganha 10 cv só a etanol. Deve vir adiante o motor de 1.8.

Optou-se por aumentar as bitolas e o entreeixos da veterana plataforma do Corsa. O resultado em termos de dirigibilidade ficou bom. Layout interno e o interessante revestimento dos bancos destacam-se, bem como a posição de dirigir. O quadro de instrumentos traz belo impacto visual, mas é estranho o ponteiro do conta-giros descer ao subir a rotação.

A mesma base mecânica dará origem à nova picape, prevista para maio de 2010, e o primeiro SUV compacto Chevrolet, em 2011. Além de uma versão de três volumes, que o fabricante afirma estar estudando, mas já se tem como certa. Os modelos restantes da família, de codinome Viva, serão feitos no Brasil somente.

Roda viva

MÊS
de setembro recorde em vendas (308,7 mil veículos) torna mais factível a projeção da Anfavea para 3 milhões de unidades no mercado interno em 2009, também recorde. Greves atrapalharam, mas estoques do mês de agosto ajudaram. Houve, claro, antecipação de compras, pois o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) começa a subir em outubro progressivamente até janeiro de 2010.

QUEDA dos juros, crédito farto e confiança do consumidor estimularam os fabricantes a continuar contratando no mês passado (mais 692 funcionários). Isso apesar da queda brutal (45%) nas exportações, o que vai impactar negativamente na produção deste ano. Dois indicadores preocupantes em um ano que se dava por perdido e agora até se comemora...

TERCEIRA geração do Audi A6 o transformou no mais longo (4,93 m) e pesado (1.725 kg, tração integral) entre os médio-grandes premium do mercado mundial. Ganhou em espaço interno e estilo refinado. Mas a combinação de compressor (não é turbo, apesar do logotipo 3.0T) e injeção direta, 290 cv e nada menos de 43 kgfm de torque, é estonteante, para um sedã da classe.

SALÃO Duas Rodas, organizado pela Reed Alcântara, mostrou que setor mantém sua pujança. Atraiu cerca de 200 mil visitantes em um ano difícil e de queda nas vendas. O Polo Industrial de Manaus continua seduzindo novos fabricantes, como a Embramoto. E ainda se consolida: Garini anunciou no salão a absorção da Green. Também houve ações dos produtores de etanol.

OUTRO setor que aposta em grandes eventos é o de veículos fora de estrada. De 23 a 25 de outubro, no Centro Imigrantes, em São Paulo (SP), acontece o 6º Festival e Expo Brasil Off Road. A programação movimentada, dividida em dez atividades, desloca aficionados de todo o país para um fim de semana de competições e muita integração.

Fernando Calmon
é engenheiro e jornalista especializado desde 1967. Foi diretor de Redação da revista "Auto Esporte" (1976 a 1982 e 1990 a 1996) e editor de Automóveis de "O Cruzeiro" (1970 a 1975) e "Manchete" (1984 a 1990). Produziu e apresentou os programas "Grand Prix", na TV Tupi (1967 a 1980), e "Primeira Fila" (1985 a 1994), em cinco redes de TV. Exerce consultoria em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. É ainda correspondente para a América do Sul do site "just-auto", da Inglaterra. Fale com o colunista
aqui.

leia mais COLUNA ANTERIOR: Detroit em busca de inspiração.

leia mais TEXTOS ANTERIORES:
- De que vale o ranking do ministério
-
Um panorama de Frankfurt
-
Negligência na manutenção
-
A corrida pela inovação
- Sacudindo a líder no pódio
- Agilidade chinesa
- Autopeças fora do controle
-
Remendos no código de trânsito
- Só você pode
- Muito barulho por nada
- O que a história nos ensina
- Ranking revela novos líderes.
- Reciclar é preciso
- Bandeira fácil de defender
- Reflexões sobre um ano de "lei seca"
- Como entender o quebra-cabeças
- Híbridos, mera curiosidade
- Fortes emoções
- Será preciso pagar mais por menos
- Quando o empate é um bom resultado
- Proteção forçada
- Reviravolta sem precedentes
-
Segurança tem seu preço
- Lições da etiqueta
- Como a crise nos EUA afeta o Brasil
-
Chance de ouro desperdiçada
- Por que reduzir IPI no Brasil funciona
-
Ataque japonês
- Sintonia fina
- Legislando para a plateia
- Os mandos e os desmandos do Contran
- A virtual precisão dos dummies
- A arte de prever
- A hora e a vez dos mais velhos
- Inspeção podia ao menos ter começado certo
- Ranking revela percepções do consumidor
- Detroit deixará mais dúvidas do que certezas
- Copos meio cheios ou meio vazios
- Como será o pós-crise?
- O desconhecido tamanho da frota
- Negar apoio a fabricantes seria pior
- Socorro oficial imediato
- A insensatez da tese da blindagem
- A cultura do desperdício
- O imbróglio do Proconve
- Sustentabilidade em xeque
- As normas da etiqueta
- O desânimo não teve vez no salão
- Baixíssimo custo: mais dúvidas que certezas
- O admirável luxo novo
- Engenharia em busca de novos rumos
- A revanche dos sedãs
- Os compactos "anabolizados"
- A sina das marcas chinesas
- Só elogios não bastam
- A encruzilhada da indústria
- Todos de olho grande
- Estresse a menos
- Segurança nunca é pouco
- A ordem é economizar
- Boas iniciativas não faltam
- GPS em expansão
- Líderes do primeiro semestre
- Beber e dirigir: questão de razão?
- Adversários, mexam-se!
- Oportunidade de ouro
- Até onde vai o gás?
- A grande virada
- Dupla inseparável
- Insegurança pública
- Em busca da liderança
- Se melhorar, estraga
- Falatório demagógico

voltar
Interpress Motor | Expediente
© 2006-2009 Interpress Motor - Todos os direitos reservados
É proibida a reprodução de conteúdo deste site em qualquer meio
de comunicação, impresso ou eletrônico, sem autorização por escrito
Desenvolvido por AD&R Marketing