Shopping Interpress

Adicionar aos favoritos Recomende a um amigo Faça deste site sua página inicial Faça o download da apresentação de INTERPRESS MOTOR
Lançamento
Opinião
Reportagem
Galeria de fotos
Notícias
Fale conosco



Enquete
Papel de parede
Jogos
Busca
InterBlog
Boletim
Shopping
Caminhões e ônibus


  O que é isso?

OPINIÃO
27/10/2009 - 14h53
Alta Roda
Uma marca genuinamente nacional
Se o Brasil constituiu uma Embraer, por que não uma fábrica de carros?
por FERNANDO CALMON

Fernando Calmon - foto Divulgação

Se nos próximos anos as vendas no mercado interno vão sustentar, de forma vigorosa, a expansão da indústria automobilística no Brasil, volta-se a pensar sobre o papel do país no contexto internacional. Essa coluna levantou, em 2005, o inconformismo em relação à inexistência de um fabricante de veículos genuinamente nacional. Se a nação possui capacidade técnica e capital para constituir uma empresa produtora de aviões, do porte da Embraer e motivo de orgulho, por que até o momento não surgiu uma marca de automóvel brasileira generalista?

Não se trata de ignorar tentativas anteriores. A história aponta desde a iniciativa pioneira da Indústria Brasileira de Automóveis Presidente, em 1963, passando pela Gurgel, que chegou a fabricar o primeiro motor nacional (Enerton, de dois cilindros) e um carro econômico (BR 800), pela Puma, cujos esportivos foram montados inclusive na África do Sul, até a Troller, pequeno produtor de utilitários hoje pertence à Ford. Sem desmerecer mais de 20 pequenos fabricantes – de buggies a esportivos – que exercitaram muita criatividade e espírito de luta por duas décadas. Agora mesmo, a TAC, de Santa Catarina, se prepara para lançar o utilitário Stark, de estilo marcante e fruto de longo planejamento.

O inconformismo aumenta ao olhar outros países emergentes. Exemplo maior é a indiana Tata, império industrial capaz de apostar na indústria de veículos ao adquirir Jaguar e Land Rover. Além de surpreender com a produção do exclusivo Nano, microcarro de quatro lugares a R$ 5.000 (Índia) ou R$ 12 mil (mercados exigentes). Também a Proton, da Malásia, tem projetos próprios e é dona da Lotus. Obviamente a China nem precisa comentar.

O Brasil está maduro para avançar nessa direção. No último Congresso da SAE Brasil, em São Paulo, neste mês, o nível das 123 apresentações técnicas (industriais e acadêmicas) continuou em franca ascensão. Basta citar que, na categoria nacional, foi escolhido como melhor "Metodologia de Testes para Veículos Leves Híbridos (Gasolina/Eletricidade)", de Fernando Fadel e equipe, da Petrobras. Trata-se de tecnologia avançada que já desperta interesse aqui. Recentemente o Grupo Souza Ramos reformulou o utilitário leve TR4, fabricado sob licença da Mitsubishi, em Goiás. Um bom trabalho, mesmo sem os recursos financeiros e técnicos do Japão.

Fiat, Ford, GM e Volkswagen, em seus centros de desenvolvimento brasileiros, criaram uma geração de engenheiros e projetistas de alta competência e – por que não? – ambições. No setor de autopeças o patrimônio criativo é praticamente o mesmo, apoiado por centros de pesquisa bastante ativos. Pelo menos, o momento parece encorajador.

Em entrevista recente, o renomado economista e consultor Ricardo Amorim antecipou que os veículos chineses podem invadir o Brasil nos próximos anos, motivo de preocupação. Por outro lado, previu que até o final da próxima década surgirá, finalmente, um fabricante genuinamente nacional de escala produtiva.

Uma marca brasileira de automóveis enfrentaria os chineses com os mesmos recursos: tecnologia barata e foco na qualidade, cedo ou tarde, alcançável pelos rivais. Que vença o melhor.

Roda viva

VOLKSWAGEN
prepara-se para produzir o Polo na Índia, no início de 2010. O que isso tem a ver com o Brasil? Trata-se da quinta e mais recente geração do compacto, hoje só vendida na Europa. Deve haver algumas simplificações e, portanto, um projeto viável para o nosso mercado. Até agora negado em São Bernardo do Campo (SP).

EXECUTIVOS do exterior continuam a querer ver bem de perto o mercado nacional. Frédéric Banzet, diretor mundial da Citroën, confirmou a importação do compacto de duas portas DS3, em 2010. Nas entrelinhas admitiu que o novo hatch C3 também está nos planos para fabricação em Porto Real (RJ), ao lado do multivan C3 Picasso (2010). É para meados de 2011.

HONDA City faz parte da geração de sedãs compactos anabolizados de qualidades dinâmicas superiores. Suspensão firme, ótimo porta-malas de 506 litros, espaço interno coerente à proposta, bom acabamento e dotação de acessórios: pontos altos. Motor de 1,5 litro/116 cv poderia ser menos ruidoso. Tanque de combustível de apenas 42 litros e preço alto incomodam.

CONFORME antecipado pela coluna, o primeiro V6 flexível passa a equipar a picape média L200 Triton. Com peças nacionais específicas exportadas para o Japão, de onde o motor vem pronto, recebeu também o tanque de combustível de 90 litros aplicado no Pajero Sport. São 200 cv (gasolina) e 205 (álcool). A S10 (4-cilindros) era a única a oferecer esse tipo de motor.

UNIÃO Européia exigirá transparência dos fabricantes de pneus. A partir de 2013, só será possível vendê-los com uma etiqueta de informação sobre aderência em pista molhada, ruído de rolagem e eficiência quanto ao consumo de combustível. Classificação feita em sete níveis ajudará o comprador a escolher o produto adequado ao seu perfil de uso.

Fernando Calmon
é engenheiro e jornalista especializado desde 1967. Foi diretor de Redação da revista "Auto Esporte" (1976 a 1982 e 1990 a 1996) e editor de Automóveis de "O Cruzeiro" (1970 a 1975) e "Manchete" (1984 a 1990). Produziu e apresentou os programas "Grand Prix", na TV Tupi (1967 a 1980), e "Primeira Fila" (1985 a 1994), em cinco redes de TV. Exerce consultoria em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. É ainda correspondente para a América do Sul do site "just-auto", da Inglaterra. Fale com o colunista
aqui.

leia mais COLUNA ANTERIOR: Melhor do que a encomenda.

leia mais TEXTOS ANTERIORES:
- Agile demonstra criatividade
-
Detroit em busca de inspiração
-
De que vale o ranking do ministério
-
Um panorama de Frankfurt
-
Negligência na manutenção
-
A corrida pela inovação
- Sacudindo a líder no pódio
- Agilidade chinesa
- Autopeças fora do controle
-
Remendos no código de trânsito
- Só você pode
- Muito barulho por nada
- O que a história nos ensina
- Ranking revela novos líderes.
- Reciclar é preciso
- Bandeira fácil de defender
- Reflexões sobre um ano de "lei seca"
- Como entender o quebra-cabeças
- Híbridos, mera curiosidade
- Fortes emoções
- Será preciso pagar mais por menos
- Quando o empate é um bom resultado
- Proteção forçada
- Reviravolta sem precedentes
-
Segurança tem seu preço
- Lições da etiqueta
- Como a crise nos EUA afeta o Brasil
-
Chance de ouro desperdiçada
- Por que reduzir IPI no Brasil funciona
-
Ataque japonês
- Sintonia fina
- Legislando para a plateia
- Os mandos e os desmandos do Contran
- A virtual precisão dos dummies
- A arte de prever
- A hora e a vez dos mais velhos
- Inspeção podia ao menos ter começado certo
- Ranking revela percepções do consumidor
- Detroit deixará mais dúvidas do que certezas
- Copos meio cheios ou meio vazios
- Como será o pós-crise?
- O desconhecido tamanho da frota
- Negar apoio a fabricantes seria pior
- Socorro oficial imediato
- A insensatez da tese da blindagem
- A cultura do desperdício
- O imbróglio do Proconve
- Sustentabilidade em xeque
- As normas da etiqueta
- O desânimo não teve vez no salão
- Baixíssimo custo: mais dúvidas que certezas
- O admirável luxo novo
- Engenharia em busca de novos rumos
- A revanche dos sedãs
- Os compactos "anabolizados"
- A sina das marcas chinesas
- Só elogios não bastam
- A encruzilhada da indústria
- Todos de olho grande
- Estresse a menos
- Segurança nunca é pouco
- A ordem é economizar
- Boas iniciativas não faltam
- GPS em expansão
- Líderes do primeiro semestre
- Beber e dirigir: questão de razão?
- Adversários, mexam-se!
- Oportunidade de ouro
- Até onde vai o gás?
- A grande virada
- Dupla inseparável
- Insegurança pública
- Em busca da liderança
- Se melhorar, estraga
- Falatório demagógico

voltar
Interpress Motor | Expediente
© 2006-2009 Interpress Motor - Todos os direitos reservados
É proibida a reprodução de conteúdo deste site em qualquer meio
de comunicação, impresso ou eletrônico, sem autorização por escrito
Desenvolvido por AD&R Marketing