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“TEST-DREAM”
Professor Pasquale se diz "candidatíssimo" a um C4 VTR
Para ele, importado de duas portas da Citroën tem belo design, mas sofre com buracos
por LUÍS PEREZ

Luís Perez
Pasquale: fã do Citroën C4 VTR sobretudo pelo fato de ele ter só duas portas

Bastou a Citroën lançar o C4 VTR para que este repórter se lembrasse do Pasquale. Não, nada a ver com a língua portuguesa. É que, em comum com o professor Pasquale Cipro Neto, 51 anos, conhecidíssimo em todo o Brasil por tornar prazeroso o aprendizado do português, tenho o mesmo apreço pela palavra escrita e o hábito de trabalhar e trocar e-mails madrugada adentro.

Um parêntese: no exato momento em que redijo este texto, quase 1h da madrugada, toca o telefone. É o Pasquale, avisando que iria citar na coluna da “Folha de S.Paulo” um fato que relatei a ele um dia desses – o de um leitor que escreveu para “corrigir” um texto que havia sido publicado em Interpress Motor (leia aqui). 

Luís Perez
Para o professor, traseira do novo modelo é futurista, mas bastante atraente

Bem, mas voltemos ao C4 VTR. Lembrei-me do professor porque o modelo chegou apenas na versão de duas portas – e ele simplesmente odeia a ditadura dos automóveis de quatro portas que se abateu sobre o Brasil já há alguns anos. Foi em uma dessas correspondências trocadas durante a madrugada que tratei de fazer o convite para que ele dirigisse o modelo.

Com a licença para tornar pública a sua resposta, trato de transcrevê-la: “Neste feriadão estive no Uruguai, onde vi alguns C4 pelas ruas. Adorei o carro. Já o conhecia, mas vê-lo `ao vivo´ foi muito legal. Sou candidatíssimo a comprar um deles, por todos os motivos e, sobretudo, por ter duuuuuuas portas, como deve ser um esportivo puro-sangue”. Tratamos então de realizar seu desejo nesta seção “Test-dream” – da qual, aliás, pode participar qualquer leitor (leia aqui).

Luís Perez
Ergonomia é ponto forte; ele só não se acostuma a comandos no volante

Logo de cara, Pasquale elogiou o desenho do modelo. “É muito bonito. Parece um pouco uma nave espacial, mas essa é mesmo a proposta. Lembra os traços de antigos Citroën”, afirma o professor. “Gostei, é um típico carro francês.” Positivamente, chamaram sua atenção os quatro visores translúcidos localizados no painel, na coluna de direção e no console central. “A gente não está tão acostumado com isso. É muito mostrador luminoso, acho que fica meio poluído, embaralhado. De qualquer maneira, muita gente gosta.”

Daí a veia crítica do professor começa a fazer efeito: “Não gostei da roda. Achei o desenho feio, não condiz com o estilo do automóvel”. Mas o que achou interessante, então? Pasquale: “Tudo. A ergonomia, a posição de dirigir, tudo muito bem posicionado, fácil de manusear”. No início, para ele, é normal se atrapalhar com a grande quantidade de funções no volante, cujo miolo central é fixo porque isso ajuda a incluir mais funções e a ampliar o tamanho do airbag.

Luís Perez
Motor merece elogios, mas suspensão ainda o faz sofrer com piso irregular

“Aliás, airbag é outro item que eu acho essencial, mas quero mesmo é que ele fique ali descansando”, diz Pasquale, que se define como “conservador” quando o assunto são comandos no volante. Ele já teve um Fiat Marea com comandos no volante, mas raramente os usava. Preferia esticar os braços.

Divulgação
Desenho lembra antigos automóveis da marca, segundo o professor Pasquale

Diz não acreditar, no entanto, que os passageiros do banco de trás viajem com conforto. “Duvido que isso aconteça. Aliás, é um pouco a impressão que tenho de tudo quanto é carro, a de que quem senta atrás fica meio torto. O espaço é diminuto, e eu não creio que mude muito na versão de quatro portas”, arrisca.

Quando experimentou o C4 VTR em ruas de piso irregular (o que aliás não falta nas grandes cidades brasileiras), ele se disse “um pouco menos candidatíssimo” a adquirir o carro. “Em compensação, no piso bom a candidatura aumenta”, pondera, elogiando o motor. “É bastante elástico, mesmo tendo 16 válvulas.”

Divulgação
Rodas e espaço para quem senta no banco de trás também rendem críticas

Também achou o preço (R$ 69.800) interessante em relação à quantidade de itens de série. “Em termos absolutos, o valor pode parecer alto, mas, em relação a modelos similares com a mesma quantidade de equipamentos, fica bastante atraente.” Por falar em atraente, voltando ao design, o professor Pasquale afirma ser possível que o estilo da traseira esteja ainda “um pouco à frente de seu tempo”.

Contudo esse não é um grande problema. O que ele não gostou foi do quanto a suspensão sofre nos buracos de São Paulo. “O bicho faz um barulho que denuncia que ele está gemendo”, opina. Ele acredita, no entanto, que com o passar do tempo o modelo, que é importado da França, vá ser mais bem adaptado à realidade nacional. Zeloso consumidor dos poucos modelos de duas portas que restaram, Pasquale quer aguardar ver mais alguns C4 VTR pelas ruas brasileiras.

è Leia a avaliação realizada na época do lançamento do Citroën C4 VTR.

è Saiba como participar da seção "Test-dream".

è 
É fácil (e não é caro!) anunciar em Interpress Motor. Peça sua proposta.

Publicado em 01/11/2006

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