 Pasquale: fã do Citroën C4 VTR sobretudo pelo fato de ele ter só duas portas
Bastou a Citroën lançar o C4 VTR para que este repórter se lembrasse do Pasquale. Não, nada a ver com a língua portuguesa. É que, em comum com o professor Pasquale Cipro Neto, 51 anos, conhecidíssimo em todo o Brasil por tornar prazeroso o aprendizado do português, tenho o mesmo apreço pela palavra escrita e o hábito de trabalhar e trocar e-mails madrugada adentro.
Um parêntese: no exato momento em que redijo este texto, quase 1h da madrugada, toca o telefone. É o Pasquale, avisando que iria citar na coluna da “Folha de S.Paulo” um fato que relatei a ele um dia desses – o de um leitor que escreveu para “corrigir” um texto que havia sido publicado em Interpress Motor (leia aqui).
 Para o professor, traseira do novo modelo é futurista, mas bastante atraente
Bem, mas voltemos ao C4 VTR. Lembrei-me do professor porque o modelo chegou apenas na versão de duas portas – e ele simplesmente odeia a ditadura dos automóveis de quatro portas que se abateu sobre o Brasil já há alguns anos. Foi em uma dessas correspondências trocadas durante a madrugada que tratei de fazer o convite para que ele dirigisse o modelo.
Com a licença para tornar pública a sua resposta, trato de transcrevê-la: “Neste feriadão estive no Uruguai, onde vi alguns C4 pelas ruas. Adorei o carro. Já o conhecia, mas vê-lo `ao vivo´ foi muito legal. Sou candidatíssimo a comprar um deles, por todos os motivos e, sobretudo, por ter duuuuuuas portas, como deve ser um esportivo puro-sangue”. Tratamos então de realizar seu desejo nesta seção “Test-dream” – da qual, aliás, pode participar qualquer leitor (leia aqui).
 Ergonomia é ponto forte; ele só não se acostuma a comandos no volante
Logo de cara, Pasquale elogiou o desenho do modelo. “É muito bonito. Parece um pouco uma nave espacial, mas essa é mesmo a proposta. Lembra os traços de antigos Citroën”, afirma o professor. “Gostei, é um típico carro francês.” Positivamente, chamaram sua atenção os quatro visores translúcidos localizados no painel, na coluna de direção e no console central. “A gente não está tão acostumado com isso. É muito mostrador luminoso, acho que fica meio poluído, embaralhado. De qualquer maneira, muita gente gosta.”
Daí a veia crítica do professor começa a fazer efeito: “Não gostei da roda. Achei o desenho feio, não condiz com o estilo do automóvel”. Mas o que achou interessante, então? Pasquale: “Tudo. A ergonomia, a posição de dirigir, tudo muito bem posicionado, fácil de manusear”. No início, para ele, é normal se atrapalhar com a grande quantidade de funções no volante, cujo miolo central é fixo porque isso ajuda a incluir mais funções e a ampliar o tamanho do airbag.
 Motor merece elogios, mas suspensão ainda o faz sofrer com piso irregular
“Aliás, airbag é outro item que eu acho essencial, mas quero mesmo é que ele fique ali descansando”, diz Pasquale, que se define como “conservador” quando o assunto são comandos no volante. Ele já teve um Fiat Marea com comandos no volante, mas raramente os usava. Preferia esticar os braços.
 Desenho lembra antigos automóveis da marca, segundo o professor Pasquale
Diz não acreditar, no entanto, que os passageiros do banco de trás viajem com conforto. “Duvido que isso aconteça. Aliás, é um pouco a impressão que tenho de tudo quanto é carro, a de que quem senta atrás fica meio torto. O espaço é diminuto, e eu não creio que mude muito na versão de quatro portas”, arrisca.
Quando experimentou o C4 VTR em ruas de piso irregular (o que aliás não falta nas grandes cidades brasileiras), ele se disse “um pouco menos candidatíssimo” a adquirir o carro. “Em compensação, no piso bom a candidatura aumenta”, pondera, elogiando o motor. “É bastante elástico, mesmo tendo 16 válvulas.”
 Rodas e espaço para quem senta no banco de trás também rendem críticas
Também achou o preço (R$ 69.800) interessante em relação à quantidade de itens de série. “Em termos absolutos, o valor pode parecer alto, mas, em relação a modelos similares com a mesma quantidade de equipamentos, fica bastante atraente.” Por falar em atraente, voltando ao design, o professor Pasquale afirma ser possível que o estilo da traseira esteja ainda “um pouco à frente de seu tempo”.
Contudo esse não é um grande problema. O que ele não gostou foi do quanto a suspensão sofre nos buracos de São Paulo. “O bicho faz um barulho que denuncia que ele está gemendo”, opina. Ele acredita, no entanto, que com o passar do tempo o modelo, que é importado da França, vá ser mais bem adaptado à realidade nacional. Zeloso consumidor dos poucos modelos de duas portas que restaram, Pasquale quer aguardar ver mais alguns C4 VTR pelas ruas brasileiras.
è Leia a avaliação realizada na época do lançamento do Citroën C4 VTR.
è Saiba como participar da seção "Test-dream".
è É fácil (e não é caro!) anunciar em Interpress Motor. Peça sua proposta.
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