 Dianteira da perua Grand Tour é igual à do sedã Mégane, do qual deriva
No último Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, a Renault anunciou expectativas ambiciosas conquistar até 2010. Com pouco mais de 2,8% de participação de mercado, a montadora francesa espera aumentar esse número para 5,7%. Para tanto, a marca já começou a arregaçar as mangas e trazer novidades. Um mês após o salão, foi lançada a perua Mégane Grand Tour, apresentada oficialmente ao público durante o evento.

 Traseira (no alto) vem com lanternas triangulares (acima) marcantes
Derivada do Mégane Sedan, lançado em março de 2006, a Grand Tour traz as mesmas inovações tecnológicas: cartão em vez de chave, botão para ligar e desligar o carro e freio de mão com formato de manche de avião. A traseira da perua tem um visual bastante esportivo e inovador, atributos que faltam nas principais concorrentes, com destaque para as belas lanternas triangulares.
 Boa ergonomia é um dos pontos fortes do modelo, avaliado na versão top
Como quem procura um carro familiar se preocupa com espaço, a Grand Tour não faz feio nesse quesito. Seu porta-malas acomoda 520 litros de carga, valor que sobe para 1.600 litros com o banco totalmente rebatido. A distância entreeixos de 2,69 m também proporciona dose extra de conforto aos ocupantes da parte traseira.
 Como no sedã, cartão substitui a chave e partida é por meio de um botão
Com motor 1.6 16V Hi-Flex (apenas com transmissão manual) de 110 cv (cavalos) com gasolina e 115 cv com álcool a 5.750 rpm e torque de 15,2 kgfm e 16 kgfm a 3.750 rpm, respectivamente, a Grand Tour custa R$ 64.490. Já com propulsor 2.0 16V a gasolina, que rende 138 cv a 5.500 rpm e 19,2 kgfm a 3.750 rpm, o preço é de R$ 67.490 com câmbio mecânico de seis velocidades e R$ 71.490 com transmissão automática seqüencial de quatro velocidades.
 Silhueta demonstra que a Grand Tour tem um design bastante harmônico
A versão avaliada por Interpress Motor foi a top de linha Dynamique com propulsor 2.0 e câmbio automático, que inclui ar-condicionado, airbag duplo adaptativo, trio (vidros, espelhos e travas) elétrico, direção elétrica, freios com sistema ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), toca-CDs e rodas de liga leve. Como opcionais, o modelo pode receber pintura metálica e CD changer com capacidade para seis discos.
 Porta-malas comporta 520 litros; com o banco rebatido, sobe para 1.600 l
Confortável de dirigir, a perua se comporta bem tanto em trechos urbanos quanto em rodovias. A suspensão mostrou-se macia em pisos esburacados e firme nas curvas. Além disso, o motor é bastante silencioso em altas velocidades. O mais curioso, nos últimos tempos, é conferir nas ruas (e no “olhômetro”) o sucesso do modelo. Não é um carro barato e, no entanto, vê-se já muitas unidades circulando por aí.
 Versão avaliada oferece motor a gasolina de 138 cavalos e custa R$ 71.490
Mais moderna do que as principais rivais como Toyota Fielder e Fiat Marea Weekend e mais barata do que a Peugeot 307 SW (que em breve chegará da Argentina e não mais da França), a Grand Tour tem potencial para abocanhar uma parte significativa do mercado das “station wagons”, que representa apenas 4% do total das vendas do setor automotivo. Será o início da arrancada da Renault?
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FICHA TÉCNICA
Renault Mégane Grand Tour 2.0 Dynamique automática Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, a gasolina, 1.998 cm³ de cilindrada Potência: 138 cv a 5.500 rpm
Torque: 19,2 kgfm a 3.750 rpm
Câmbio: automático de quatro velocidades
Suspensão: dianteira pseudo McPherson com braço inferior retangular e barra estabilizadora; traseira eixo flexível com pontos de fixação exteriores e deformação programada, com molas helicoidais
Freios: a disco nas quatro rodas, com sistemas ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica de frenagem)
Dimensões: 4,50 m de comprimento; 1,77 m de largura; 1,47 m de altura; 2,69 m de entreeixos
Tanque: 60 litros Porta-malas: 520 litros Preço: R$ 71.490 |
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