Shopping Interpress
OPINIÃO
LANÇAMENTO
REPORTAGEM
BUSCA
FALE CONOSCO
BOLETIM
SHOPPING
INTERBLOG
NOTÍCIAS  





 Adicionar
aos favoritos


 Faça deste site
sua página inicial


 Recomende
a um amigo


 Faça o download da
apresentação de
INTERPRESS MOTOR





  O que é isso?

REPORTAGEM
AVALIAÇÃO
Para Pasquale, Focus Flex é uma “agradável surpresa”
Professor conta o aperto que passou por falta de ABS em pista molhada
por PASQUALE CIPRO NETO

Reginaldo Manente/Divulgação

DivulgaçãoO Focus Flex é uma agradável surpresa. Um carro que sempre teve ótimos índices de desempenho, acabamento, espaço interno e, sobretudo, ergonomia talvez não tivesse mais coelhos para tirar da cartola. Mas tem. O motor 1.6 flex da montadora estadunidense é potente e suficientemente elástico para quem, como eu, adora aproveitar o torque elevado, ou seja, para quem tem uma certa preguiça de trocar as marchas e prefere a tocada suave e macia. Mas o carro não decepciona aqueles que preferem uma condução mais forte: basta pisar que o giro sobe rápido, e o hatch chega logo às velocidades máximas permitidas pelo bom senso e pela civilização. O consumo? É proporcional à tocada. Se a condução é suave, o consumo é excelente; se o pé é nervoso...

O câmbio do Focus 1.6 Flex é tão preciso quanto o das outras versões. A direção combina – no ponto justo – leveza e firmeza. O freio (disco na frente; tambor atrás) demorou um pouco para se ajustar (a unidade testada era praticamente zero-quilômetro). No terceiro dia de uso, o freio pareceu mais eficiente, mas... Mas eu conto depois.

Em sua versão básica (GL), o Focus Flex tem quase todos os equipamentos que agradam à maioria dos pouco exigentes consumidores brasileiros de automóveis. Faltam vidros e travas elétricos, que só vêm no segundo catálogo do GL. A versão GLX tem CD e, um degrau acima, rodas etc. e – ufa! – airbag. Quer freios com ABS? Então desista do Focus Flex. Esse equipamento só existe na versão Ghia, que tem o ótimo motor Duratec 2.0, a gasolina.

Afirmei que os consumidores brasileiros de automóveis são pouco exigentes porque o típico comprador verde-amarelo quer “ar, direção e trio”. Depois, vêm som, rodas, bancos “em” couro e mais alguns badulaques. Isso sem contar o infame engate, típico de um país mais do que distante da educação, do conhecimento e da cultura. Airbag e freios ABS? Nem pensar.

Pois é aí que entra a história dos freios do Focus Flex. Numa noite de chuva, estava eu a trafegar na pista interna de uma grande avenida de São Paulo, dessas que têm pista central e pista lateral. De repente, não mais que de repente, um gênio sai da pista lateral e vai para a central, bem na minha frente. Pé no freio, é claro – não havia mais nada a fazer. E cadê o ABS? O Focus não manteve a trajetória – deu uma leve saída para o lado. Não sei se algum carro sem ABS teria continuado em linha reta. Como já passei por situações análogas com meu ex-Marea e meu Astra (ambos com ABS), foi inevitável a comparação – não com o carro, mas com o comportamento de carros cujos freios têm esse sistema.

Pela enésima vez, escrevo sobre isso. Que tal nosso medíocre governo isentar de impostos o ABS e o airbag e torná-los obrigatórios em todos os carros fabricados no país e nos importados também? Que tal – melhor ainda! – criar condições para que se instalem no país fabricantes desses equipamentos, que – pasmem! – ainda são importados? Basta qualquer gênio de qualquer órgão do poder público fazer as contas para constatar que sai mais barato renunciar aos impostos do que pagar pensões, auxílios-doença, internações, próteses, enterros etc.

Mas voltemos ao Focus – e à sua excelente ergonomia. Nenhum carro brasileiro tem posição de guiar tão agradável. Tudo fica à mão, e a visão é excelente. Some-se isso ao silêncio interno, ao rodar macio, ao belo acabamento e chega-se a um carro que tem ótima relação custo-benefício.

Na Europa e nos Estados Unidos, o carro já foi reestilizado. Ficou bonito, muito bonito – pude constatar isso em Lisboa e em Roma, no início deste ano. A versão de duas portas – que, pelo jeito, jamais chegará por aqui – é um show. O modelo vendido no Brasil ainda tem linhas modernas, bem resolvidas e atuais, mas parece que está a caminho uma “mexida” – não se sabe se à americana ou à européia (ou à brasilo-argentina mesmo). É esperar para ver.

Pasquale Cipro Neto é professor de português e apaixonado por carros.

Publicado em 01/06/2007

voltar
Interpress Comunicações | Expediente | Indique este sitePublicidade
© Interpress Comunicações - Todos os direitos reservados
É proibida a reprodução de conteúdo deste site em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico, sem autorização por escrito
Desenvolvido por AD&R Marketing