 A publicitária Aline Drachenberg, que avaliou o novo sedã Logan, da Renault
Um carro “quadradão”, fabricado em países como Romênia, Rússia, Marrocos, Colômbia, Irã e Índia... Design ultrapassado, feio, pouco atraente para o consumidor brasileiro, que procura emoção na compra de um automóvel. Foi assim que alguns “profetas” avaliaram que seria recebido o Renault Logan fabricado em São José dos Pinhais (PR). No próprio material de divulgação, a fabricante diz: “As pesquisas revelaram ainda que esse público compra um veículo pela relação custo-benefício, colocando num segundo plano a imagem de status que possa trazer”.

 Dianteira e traseira: linhas "quadradas" que transmitem idéia de robustez
Mas parece que, no teste das ruas, o modelo não causa tais percepções tão propaladas pelos especialistas de plantão. “É mais bonito pessoalmente. Até tem o design meio quadrado, mas não é feio por causa disso”, afirma a publicitária Aline Drachenberg, 24 anos, escolhida por Interpress Motor para avaliar o modelo, entre outros motivos, por medir 1,80 metro de altura. “Sem salto”, observa, aos risos.

 Com seu 1,80 metro de altura, Aline gostou do espaço interno do modelo
Ela andou a bordo da versão Privilège, equipada com o motor 1.6 16V Hi-Flex que desenvolve de 107 cv (cavalos) com gasolina a 112 cv com álcool, o mesmo motor da linha Clio. Aline notou com atenção o desenho da dianteira, que inclui uma grade cromada e pára-choques na cor da carroceria – uma velha reivindicação do consumidor brasileiro. “Não é feio, mas também não tem nada que me chame a atenção nem para o bem nem para o mal.”


 Dianteira, lateral e traseira: linhas sóbrias e clássicas, porém sem status
Mesma opinião ela não teve acerca da traseira – a publicitária gostou muito do desenho da lanterna. “O formato é inovador. Ou seja, nada daquela coisa clássica, retangular. Achei bem bonitas”, diz.
 A publicitária achou interessante o desenho das lanternas traseiras do Logan
Curiosamente a publicitária começou a avaliar o interior pela parte traseira, tratando de sentar atrás do banco do motorista. “Puxa, é bem espaçoso. Um detalhe que eu noto muito é a altura do banco, e ele é bem alto. Além disso, o joelho não fica batendo no banco da frente. E olha que ele nem está todo para a frente”, ressaltou.
 Emblema identifica a versão top de linha, a 1.6 16V Hi-Flex Privilège
Para ela, o acabamento interno surpreendeu positivamente pelos detalhes em cinza do batente da porta e do painel. Essa versão top de linha sai de fábrica com direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos nas quatro portas, faróis de neblina, luz de leitura para o passageiro e computador de bordo, além de rodas de liga leve de 15 polegadas. “Achei o painel bastante claro e vários itens lembram o Clio. Curioso é que o Clio seria um carro que eu teria, mas o Logan não. Acho que é pelo sua cara mais sisuda”, decreta ela, que no dia-a-dia dirige um Suzuki Vitara 1994.
 Interior com detalhes em cinza; não se acostume, pois é só na versão top
Estimulada pelo repórter a não dizer apenas prós a respeito do veículo, mas também contras, Aline meio que deduziu a proposta do modelo: “O problema do Logan é não ser um carro que emociona. É extremamente racional”. De fato, nas clínicas promovidas pela marca, o Logan foi percebido como o veículo mais robusto e mais espaçoso entre os sedãs compactos à venda no país.
 Espaço para quem viaja atrás é destaque; entreeixos supera o do Corolla
Suas dimensões externas equivalem às de alguns sedãs médios. Tem entreeixos de 2,63 m, 30 milímetros a mais em relação ao Toyota Corolla. A distância entreeixos é um dos principais parâmetros para medir conforto interno. O modelo também é mais largo do que o Chevrolet Vectra – 1,742 milímetros, contra 1.728 mm do concorrente. O Logan começou a ser vendido na última semana. Com preço inicial de R$ 27.990 na versão 1.0 básica (R$ 36.790 na avaliada), promete balançar o mercado de sedãs compactos e até roubar clientes de outros segmentos.
è Leia aqui a avaliação completa do Renault Logan.
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