Tente entender os marqueteiros. No final do ano passado, a General Motors lançou no Brasil a versão Easytronic da minivan Meriva. No mês passado foi a vez de a Fiat colocar no mercado o Stilo com câmbio Dualogic, porém negando-se terminantemente a chamar aquele tipo de transmissão de automatizada. No caso da Chevrolet, no entanto, o material de divulgação afirma, categoricamente: "Automático, não. Automatizado!"
Feita para famílias que usam o automóvel principalmente na cidade, a versão dispensa o pedal de embreagem e permite que o motorista escolha entre dois tipos de condução: manual ou automatizado. No primeiro as trocas são feitas de forma seqüencial. Ao contrário do que ocorre com o Stilo, porém, as marchas são aumentadas para a frente e reduzidas para trás.
No modo automatizado atuam sobre o veículo sensores eletrônicos que escolhem a melhor marcha a partir da velocidade e da rotação do motor. Assim como ocorre no modelo da Fiat, é preciso um certo tempo para se adaptar. No começo você vai dar aceleradas, trancos, colocará a mão sobre a alavanca para mudar de marcha. Mas, após se acostumar, vê que é possível extrair o melhor dos dois mundos.
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Para dar a partida na Meriva, é preciso que a alavanca esteja na posição "N", de neutro, e o pé direito no pedal do freio. Quando está no automatizado, o carro troca as marchas. No seqüencial (basta um toque para a posição "A/M"), o comando é seu. Para engatar a marcha à ré, pressione o gatilho e puxe a alavanca para a posição "R". Uma vez acostumado, o motorista acha a condução bem fácil e agradável, com destaque para a posição elevada de dirigir.
Se há um senão na chegada desse tipo de transmissão ao Brasil, é que os dois modelos que a têm como equipamento são veteranos no mercado – coincidentemente ambos foram lançados em 2002. Só que a Meriva não tem a opção de borboletas atrás do volante para a troca de marchas. Na Europa esse tipo de câmbio não chega a ser uma novidade. A MTA (Manual Transmission Automatized ou transmissão manual automatizada), começou a ser utilizada em 2000 pela Opel, braço europeu da GM.
Experiências anteriores
É bem diferente do sistema Autoclutch que a própria GM instalou no Corsa no mesmo longínquo 2002. Aquele sistema não permitia a condução no modo automatizado. Apenas dispensava o pedal de embreagem. Estava na moda. Havia também no mercado o item no Palio (versão Citymatic) e no Mercedes-Benz Classe A nacional.
No caso da Meriva, a opção Easytronic está disponível apenas para a versão Premium, pelo preço inicial de R$ 54.314. Pelas contas, o câmbio automatizado sai por apenas R$ 2.000 (R$ 490 a menos do que o item no Stilo). Ar-condicionado, direção hidráulica e trio (vidros, travas e espelhos) elétrico são itens de série. Airbag e sistema ABS (antitravamento) nos freios, opcionais.
Seu motor é o já conhecido 1.8 Flexpower com potência entre 112 cv (cavalos) com gasolina e 114 cv (álcool). Dados da GM dão conta de que a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 12,4 segundos (com álcool), e a velocidade chega a 182 km/h com os dois combustíveis. É uma das poucas boas escolhas do mercado para famílias que gostam de passear com os filhos.
FICHA TÉCNICA
Chevrolet Meriva Easytronic
Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, flex, 8 válvulas, 1.796 cm³ de cilindrada
Potência: 112 cv (gasolina) a 114 cv (álcool) a 5.600 rpm
Torque: 17,7 kgfm a 2.800 rpm
Câmbio: automatizado de cinco velocidades (Dualogic)
Suspensão: dianteira independente tipo McPherson; traseira semi-independente com amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados
Freios: a disco na dianteira e a tambor na traseira
Dimensões: 4,04 m de comprimento, 1,69 m de largura, 1,57 m de altura e 2,63 m de entreeixos
Tanque: 52,5 litros
Porta-malas: 390 litros
Preço: R$ 54.314
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