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Confira imagens do EcoSport avaliado na galeria de fotos.
31º dia - 3/8/2008 Conclusões, um mês depois
por Luís Perez
Terminou o teste de um mês do Ford EcoSport. Durante esse mês, testamos o veículo "na vida real", em vez de uma mera avaliação dessas publicadas por aí. Foi possível pegar estrada, andar na cidade, verificar como ele se comporta no caso de uma família – no caso, com uma criança de poucos meses.
Suas três principais qualidades foram a versatilidade, o porte (pequeno por fora, o que facilita as coisas em qualquer vaga) e o bom nível de equipamentos (no caso da versão avaliada). Os três principais defeitos foram o alto consumo, a falta de apoio para o pé esquerdo e de mais opções de catálogo na versão automática.
É uma compra que a equipe de Interpress Motor recomenda. Até porque o veículo continua único em seu segmento, tendo recebido uma reestilização por fora e por dentro no final do ano passado.
Cedido pela Ford, o veículo não era exatamente um carro novo (já estava na casa dos 22 mil quilômetros). Ainda assim, não apresentou nenhum problema grave de acabamento ou defeito mecânico. Valeu a pena!
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30º dia - 2/8/2008 Controle remoto por Luís Perez
Quem tem automóvel da Ford sabe que um dos pontos fortes de alguns modelos é justamente o chaveiro multifuncional. Com ele é possível abrir e fechar as portas (no caso do EcoSport avaliado, também os vidros), abrir o porta-malas e acionar o botão de pânico – caso algum amigo do alheio se aproxime em atitude suspeita...
Confira aqui close do dispositivo:
 O chaveiro multifuncional que vem no modelo avaliado
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29º dia - 1º/8/2008 Conveniências... por Luís Perez
Prestes a terminar o teste, chega a hora de falar de algumas conveniências. Adorei o travamento automático das portas assim que o carro arranca. Idem para o comando satélite dos rádios na coluna de direção.
 Comando satélite na coluna de direção traz comandos do rádio
Mas, em se tratando de um carro automático e bem equipado, fica a sugestão para que a Ford passe a oferecer, ao menos como opcional, controlador de velocidade (o popular piloto automático).
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28º dia - 31/7/2008 O cordial web call center por Luís Perez
Comentei com conhecidos que não era possível encontrar o EcoSport automático por mais de R$ 60 mil – limite legal imposto a carros com isenção de impostos para deficientes físicos. “Não é possível. O carro foi lançado pelo mesmo preço do manual. Acho que é porque o seu é top de linha”, disse um deles.
Resolvi tirar a dúvida e, ao mesmo tempo, testar o web call center da montadora. Acesso o site da Ford e sou atendido rapidamente pela atendente Vanessa Vieira:
Vanessa Vieira: Bem-vindo(a), Luís, em que posso ajudar? Luís: Olá. Gostaria de saber qual é a versão mais em conta do EcoSport automático. Se tem alguma abaixo de R$ 60 mil. Vanessa Vieira: Boa noite, senhor Luís, aguarde um momento, por favor.
Vanessa Vieira: Obrigada por aguardar. Senhor Luis, o Ford Ecosport que possui câmbio automático é a versão XLT 2.0, 2008/2008, catálogo 2877 e o valor sugerido de fábrica para este veículo é de R$ 66.155,00.
Luis: Muito obrigado pela informação
Nota dez para o atendimento. Rápido, eficaz, cordial e esclarecedor. Continua a sugestão para que a Ford faça uma versão mais em conta do automático.
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27º dia - 30/7/2008 Pé pesado por Luís Perez
Acho que ando com o pé pesado. Ressabiado com o que considero alto consumo de gasolina (sim, o Eco automático não tem versão flex...), fui atrás da literatura disponível sobre o assunto.
Descobri um teste realizado pela revista "Quatro Rodas" ainda com a versão anterior, com faróis e lanternas antigos, em que o consumo urbano é de 9,4 km/l, melhor portanto dos meus 7,04 km/l da minha medição. Em estrada, ainda segundo a revista, ele roda 12 km/l.
A sensação que tenho é de falta de autonomia, mesmo com gasolina. Parece que o carro está com álcool. Mas vale lembrar: modelos automáticos em geral são mesmo mais gastões.
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26º dia - 29/7/2008 Pesquisas a cada dois meses por Luís Perez
Um automóvel não sofre mudanças apenas quando muda de ano ou quando é reestilizado. No caso do EcoSport, informa a Ford, as modificações são constantes e baseadas em pesquisas de opinião. A montadora não revela valores, mas admite realizar seguidos investimentos em seu aprimoramento.
O objetivo é não abrir mão da liderança. "É um produto muito importante para a Ford. A cada dois meses realizamos pesquisas de satisfação com os clientes para saber onde ele pode ser melhorado, o que já gerou diversas modificações na linha", afirma Rodrigo Lourenço, gerente de marketing do produto da empresa.
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25º dia - 28/7/2008 Pneu proeminente por Luís Perez
Saia justa na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo). Vou a um restaurante na rua Delfina, uma via relativamente tranqüila do bairro, ainda mais em fim de semana. Eis que encosto sem problemas, "colando" no carro de trás, um Honda Fit.
Seu dono, um comerciante da região, vem me abordar dizendo que eu havia entortado o capô de seu carro com o pneu do EcoSport. Achei exagero. A discussão não foi longe, pois ele, conhecido como Cesinha, não é de arengar em demasia – ainda mais porque eu estava com nenê de colo, a pequena Júlia...
Mas fica a observação de um amigo de Cesinha, que estava por lá: "Esses carros com pneu atrás têm esse problema mesmo". Não havia pensado nisso. Fica a questão.
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24º dia - 27/7/2008 Altura livre do solo por Luís Perez
Nas ruas de São Paulo, é essencial um automóvel com boa altura livre do solo. Assim é o EcoSport, entre todos os outros "off-road lights" que surgiram nos últimos nove anos, desde a Fiat Palio Weekend.
O normal entre esse tipo de veículo é alto entre 16,5 centímetros e 17,5 cm (esta última medida a da própria Adventure). O EcoSport tem 20 cm de altura livre do solo, um bálsamo para passar por valetas e lombadas sem se preocupar em raspar aqui e ali...
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23º dia - 26/7/2008 Deficientes por Luís Perez
Ontem abordei a relação custo-benefício do modelo, por ser automático. Vale lembrar que o EcoSport avaliado não pode mais obter isenções de impostos por portadores de deficiência física.
Pela atual legislação, para obter isenção, o automóvel só pode custar até R$ 60 mil. O Eco automático completo ultrapassa em quase R$ 10 mil esse limite.
Bem que a Ford podia produzir uma versão especialmente para atender a esse público tão carente de opções.
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22º dia - 25/7/2008 Ainda cercado por curiosos por Luís Perez
Não pensei que o EcoSport ainda despertasse curiosidade pelas ruas, mesmo dez meses após sua reestilização, quando ganhou novos faróis e lanternas traseiras com elementos circulares, lembrando as do Mitsubishi Pajero TR4.
Mas parei nesta noite no Pompéia Bar, também conhecido como o "Bar do Zé" (alusão ao dono, José Luiz Figueiredo), na rua Doutor Augusto de Miranda. Freqüentadores das antigas, acostumados a me ver aparecer por lá com carros de teste dos mais variados pediram a chave e foram dar uma olhada no modelo.
"É o mais completo, não?", perguntou um deles. Confirmei, observando ser o mais completo entre as versões 4x2. Ao que outro completou: "Pois é, no mercado ele está sozinho". Concordei. Mesmo cinco anos depois, ele ainda está só em sua configuração e faixa de preço. Nenhum outro automático tem sua relação custo-benefício...
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21º dia - 24/7/2008 Onde ponho o pé esquerdo? por Thais Villaça
Como eu disse ontem, minha mãe foi dona de um EcoSport por mais de quatro anos. O caráter "Nhecosport" era o que mais os incomodava. Lembro-me de que, com um mês de uso, meus pais levaram o carro, ainda na garantia, à concessionária para acabarem com esses ruídos incômodos, mas o próprio vendedor admitiu que era um defeito crônico do carro, portanto não havia conserto.
Atualmente dá para notar que esses problemas foram sanados pela montadora. Só tenho uma queixa em relação à versão automática: não há apoio para o pé esquerdo, que seria usado no acionamento da embreagem. É um conforto extra que a maioria dos carros com esse tipo de transmissão possui, mas ainda não foi adotado pela Ford.
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20º dia - 23/7/2008 E o grilo sumiu! por Thais Villaça
Hoje foi de novo a minha vez de dirigir o EcoSport. Minha mãe foi proprietária do modelo por quase cinco anos, portanto já estava acostumada a dirigi-lo, apesar de a versão do dela ser com câmbio mecânico e da avaliada possuir transmissão automática.
Independentemente dessa diferença, que influencia, claro, na hora de dirigir, é perceptível a evolução pela qual o utilitário passou nesses últimos anos. E não me refiro à parte estética. O modelo que pertencia à minha mãe foi daqueles primeiros a sair da linha de produção, cheio de barulhinhos e peças soltas.
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19º dia - 22/7/2008 Palavra de mãe por Thais Villaça
Como mãe recente, devo destacar alguns pontos positivos do EcoSport. Explico: para sair de casa com um nenê, é impressionante a quantidade de tralhas que temos de carregar. Por esse motivo é necessário andar em um carro espaçoso para acomodar direitinho o bebê conforto, o carrinho, a sacola de fraldas e mamadeiras... Isso apenas para um passeio corriqueiro.
Para passar uns dias na casa da vovó, então, a lista aumenta (e muito!). Com um porta-malas de 363 litros, o que na verdade não é tão grande se comparado com a maioria dos sedãs, há espaço suficiente para guardar todos os apetrechos com facilidade, uma vez que a grande vantagem o compartimento de bagagens ser mais alto do que grande parte dos modelos desse porte.
Outro benefício do utilitário para as mamães é possuir luz na traseira, facilitando a instalação da base do bebê conforto ou sua retirada do veículo em locais escuros, como na garagem do prédio, ou mesmo para quem vai atrás com a criança checar se está tudo bem (se ela dormiu ou vomitou, por exemplo).
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18º dia - 21/7/2008 Porta-celular escondidinho por Luís Perez
Hoje estive analisando alguns porta-objetos do Eco. Os dois mais utilizados são aqueles que ficam sob o rádio. É muito apropriado para colocar o celular em um compartimento e o molho de chaves (com o controle do portão) em outro.
 Porta-celular providencial junto ao assento do motorista
Mas quem é mais neurótico com segurança (eu incluído) encontra ao lado do assento do banco um lugar muito apropriado para colocar o celular – completamente longe de olhares de amigos do alheio. Bem, amanhã é dia de emprestar o carro à repórter Thais Villaça. Mãe recente, ela pode fazer observações pertinentes por parte de uma boa parcela do público do jipinho: as mulheres.
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17º dia - 20/7/2008 E bebe, hein!? por Luís Perez
Não rodei tanto assim com o EcoSport quanto com o Citroën C4 Pallas do teste anterior. Mas outro dia fui até um compromisso em Mauá, na Grande São Paulo, e o tanque quase fica vazio. Rodara 263 quilômetros com o último tanque de gasolina.
Ao completar, em um posto da zona leste de São Paulo, curiosamente no tanque couberam bem menos do que os 54 litros que constam do manual – foram 37,36 litros. Resultado: 7,04 quilômetros por litro de gasolina. É um consumo alto. Mas é preciso dar um desconto, pois não pegamos nenhuma estrada para aumentar essa média.
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16º dia - 19/7/2008 Tirando o pneu sobressalente por Luís Perez
Pronto. Não precisei (ainda... e espero que até o final deste teste) trocar o pneu do EcoSport automático. Mas já fui atrás das informações no manual. Diferentemente de alguns modelos, o pneu sobressalente não está no assoalho – uma verdadeira tortura na já nada agradável tarefa de trocar pneu.
 O estepe do EcoSport, na tampa traseira: chave de segurança
Bem, no EcoSport basta soltar primeiro duas porcas de fixação da roda. Depois é preciso colocar a porca-chave na chave de roda e então soltar a porca trava de segurança. Antes de encaixar a porca-chave, é preciso tentar diversas posições. Então é só soltar completamente as porcas no sentido anti-horário e remover o pneu.
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15º dia - 18/7/2008 Estepe, parte integrante por Luís Perez
Alguns dos "off-road lights" que surgiram no mercado após a chegada da Fiat Adventure trazem a solução do estepe na tampa traseira. Já viu um EcoSport sem o estepe? Fica muito, muito estranho mesmo. O pneu é uma espécie de parte integrante do modelo (sua silhueta não é a mesma sem ele...). Amanhã vou falar um pouco sobre como proceder a troca do estepe, se é seguro ou não etc.
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14º dia - 17/7/2008 O mundo visto do alto por Luís Perez
Duas semanas com o EcoSport. De fato, um dos grandes baratos do modelo é justamente a posição elevada de dirigir. Não necessariamente em relação aos outros motoristas, mas em relação à própria via. É possível "tomar conta" de tudo o que acontece. Gosto muito de automóveis que permitem que você veja de forma decente o capô...
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13º dia - 16/7/2008 Evite usar o teto! por Luís Perez
Ainda fuçando no manual do proprietário do EcoSport, encontro algumas observações interessantes sobre como proceder em viagens. "Evite colocar excesso de carga sobre o bagageiro do teto. O arrasto aerodinâmico da bagagem aumenta o consumo de combustível em aproximadamente 5%", diz.
Ou seja, antes de usar o potencial "aventureiro" do carro, o melhor é verificar se a bagagem não cabe toda no porta-malas mesmo – a tampa é facilmente dobrável ou removível.
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12º dia - 15/7/2008 É nóis de Eco... por Luís Perez
Ontem escrevi a respeito de segurança. Vale lembrar que boa parte do sucesso do EcoSport se deve à sensação de segurança (você dirige em um nível superior em relação à maioria dos motoristas) que ele proporciona.
Ele veio meio no final da onda das minivans (auge em 2001), que chegaram a rivalizar com as peruas (stations em geral derivadas de modelos compactos). Por conta disso, conheço algumas pessoas que se referem ao (utilitário esportivo) EcoSport como "a" Eco. Ou "a" (perua) Eco. Não, o Eco não é perua, é utilitário.
 Carroceria de utilitário esportivo (ou jipe), mas não comercial
Na prática, no entanto, é utilizado como automóvel de passeio (assim como boa parte das picapes) e não faz o menor sentido que ele seja classificado como comercial leve. Esse tipo de classificação só serve ao propósito de figurar no pódio (hoje como segundo, mas já foi o primeiro) entre os mais vendidos desse segmento. Nem precisava.
A cada três utilitários esportivos vendidos no Brasil, um é o Eco. Ele detém 33,86% do mercado. Em seguida vêm Hyundai Tucson (14,76%) e Mitsubishi Pajero (12,62%). Os dados são do acumulado do ano na Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
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11º dia - 14/7/2008 Coqueluche feminina por Luís Perez
Tudo bem, a versão avaliada é top de linha. Mas outro dia, ao examinar o EcoSport no trânsito parado, um dos itens que mais me chamaram a atenção foi o espelho de cortesia no pára-sol do passageiro do banco da frente, não só iluminado, mas com um interruptor.
É um dos mimos que o comprador do modelo pode ter à disposição. Talvez por esse caráter detalhista o EcoSport faça tanto sucesso entre as mulheres. Não são poucas as que conheço que são fãs do modelo.
 Pára-sol do passageiro: espelho e luz ligada com um interruptor
Outro detalhe interessante, para elas, é que há um ganchinho integrado à maçaneta do porta-luvas que simplesmente vira porta-bolsa. Deve ser útil em países em que mulheres podem levar a bolsa na cabine (e não no porta-malas). Com a falta de segurança que a gente vive por aqui, para carregar bolsa, melhor mesmo são aquelas gavetas sob o banco da frente.
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10º dia - 13/7/2008 É do Brasil por Luís Perez
É interessante verificar a grande aceitação que o EcoSport teve na América Latina. Certa vez estava eu passeando por Santiago, mais exatamente na avenida Vitacura, em um bairro de classe média alta da capital chilena.
Eis que me deparo com uma revenda Ford. Entro e começo a examinar alguns modelos – entre eles, o Eco. A vendedora se aproxima e eu pergunto, sem dizer de onde sou, onde aquele modelo é fabricado. "Vem do Brasil", disse ela, sem titubear.
 Vista aérea da fábrica de Camaçari: é daqui que sai o EcoSport
Até sua reestilização, que incorporou o design kinetic (de cinético) que é levado às últimas conseqüências com o Kuga, na Europa, o EcoSport já havia chegado às 375 mil unidades vendidas em quatro anos (180 mil para o mercado interno e 195 mil em outros países). Mas o modelo não roda só na América Latina e Caribe. Está também no Oriente Médio, na Ásia e na África.
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9º dia - 12/7/2008 Mais sobre o câmbio por Luís Perez
No dia-a-dia, as vantagens do câmbio automático são indiscutíveis. No caso do EcoSport tão cheio de melhorias, no entanto, sinto falta da indicação do câmbio no painel, como ocorre com vários outros modelos. Também aproveito para esclarecer para que serve o câmbio nas posições 1 e 2 – alguém me perguntou outro dia...
 O câmbio automático: faltam indicações de marcha no painel
Na posição 1, o veículo fica em primeira marcha. Deve ser usada em aclives ou declives muito íngremes. Nessa posição não se deve ultrapassar os 50 km/h. Já na 2 a transmissão fica só em segunda marcha, devendo ser usada em declives pronunciados, a fim de poupar os freios. Como diria o Pasquale, é isso.
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8º dia - 11/7/2008 Alarme contra multa por Luís Perez
Hoje foi dia de descobrir os controles do computador de bordo do Eco. Segundo a Ford, tanto o computador quanto o controle do rádio na coluna de direção são dois novos opcionais disponíveis exclusivamente para as versões 2.0 XLT (a avaliada) e a 4WD (com tração 4x4).

Alarme de velocidade, ideal para não levar multa em São Paulo
No visor junto aos mostradores é possível encontrar informações como temperatura externa – bastante útil nestes dias de inverno com tanta amplitude térmica –, consumo médio, velocidade média (baixa, uns 25 km/h...), autonomia (por ser a gasolina, o tanque de 54 litros ainda demorará a esvaziar), consumo instantâneo e alarme de velocidade – ótimo para evitar multas sobretudo em São Paulo, onde as máximas mudam muito de via para via.
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7º dia - 10/7/2008 Feito com muito esmero por Luís Perez
Uma semana de convivência já foi suficiente para afirmar, com absoluta certeza, que o acabamento do EcoSport melhorou, sim. Não sei se em relação à versão anterior ou se foi sendo aperfeiçoado com o tempo – e só agora notei.
 Console central: bonito, mas com muitos botões "falsos"
Nota-se um esmero maior desde a costura do volante até o tecido da porta – o revestimento é colocado nos pontos que têm contato com braço e mão. Nesse tempo, se existe algo que não me agrada tanto no interior são os botões sem função, sobretudo os do console central. Talvez em uma versão megaequipada eles tenham alguma função...
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6º dia - 9/7/2008 Como é para bagagens por Luís Perez
Neste dia o EcoSport passou pelo teste da bagagem. Foi a vez de colocar no porta-malas – são 296 litros até o nível da borda superior do encosto pelo método VDA, 363 litros de volume absoluto (se estivesse cheio d´água) ou 712 litros (banco traseiro rebatido e carga até a altura do encosto, também pelo VDA).
 E não é que o carrinho da Júlia coube direitinho no porta-malas!?
Tudo o que sei é que o carrinho da Júlia (nossa pequena de três meses) coube certinho no porta-malas, que aliás traz iluminação (muito carro bom por aí não tem...) e tomada de 12 volts (este ainda um item pouco usado).
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5º dia - 8/7/2008 Bom de estacionar por Luís Perez
Não foi necessário muito tempo para notar que, apesar da carroceria de utilitário esportivo, o EcoSport é um modelo bastante compacto, ideal para as diminutas vagas de garagem. Notei isso na prática. Um tanto traumatizado por alguns carros de teste de porte mais avantajado, quando cheguei com o Eco foi uma grata surpresa.
 O EcoSport coube com folga na diminuta vaga de garagem
São apenas 4,24 metros de comprimento por 1,73 m de largura. Nada difícil de estacionar. E, ainda que a Saveiro da vaga da direita e o Vectra da esquerda estejam por lá, não preciso me espremer tanto para sair do carro.
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4º dia - 7/7/2008 Porta que abre certo por Luís Perez
Se há um antecessor do EcoSport no imaginário do motorista brasileiro, esse modelo é o Daihatsu Terios. Mas o modelo era menor e beeeem mais caro. O Eco traz a vantagem de ser um modelo pensado e fabricado no Brasil, com tudo o que isso significa.
A posição elevada de dirigir de que falamos ontem (sim, é mais instável do que automóveis com centro de gravidade mais baixo, mas é assim mesmo...) foi o que o diferenciou das minivans que reinaram até pouco tempo antes.
 A porta do EcoSport: porta-malas com iluminação interna
É muito simples verificar que o EcoSport não é simplesmente um carro estrangeiro: a abertura do porta-malas ocorre da direita para a esquerda, ou seja, com a abertura para o meio-fio. Quem teve um jipinho desses japoneses sabe do que estou falando...
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3º dia - 6/7/2008 Xô, alce! por Luís Perez
Não paro de receber manifestações de leitores ansiosos com o teste de 30 dias... Foram quase 50 mensagens em três dias. Alguns já esbravejam porque acham que o modelo deveria ter versão flex (o automático é 2.0 a gasolina), outros reclamam dos ruídos internos – um deles, que se identificou apenas como Sérgio, de Belo Horizonte, tem um modelo 2006 flex e quer saber se a situação melhorou.
Sim, Sérgio, a situação está bem melhor. O acabamento interno agora lembra o do Fiesta lançado no início de 2007 (vale lembrar que o EcoSport foi renovado em outubro do ano passado) e as peças estão muito mais bem integradas.
 O aviso no pára-sol: não brinque de fazer o teste do alce
Ricardo Barbosa, de Araras (SP), quer saber mais sobre a estabilidade em curvas. Marcio Pereira (este não disse de onde é) pergunta se ainda há a mensagem de "risco de tombamento". Bem, é algo inerente a esse tipo de veículo – e no EcoSport chamou a atenção de muita gente uma mensagem a respeito.
No pára-sol do motorista há um aviso: "Veículo de uso misto com centro de gravidade elevado. Recomenda-se evitar manobras abruptas e velocidade excessiva". É algo inerente à carroceria. Quer correr e fazer manobras radicais? Compre um esportivo.
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2º dia - 5/7/2008 Preocupação com consumo por Luís Perez
Antes de seguir com o teste do EcoSport automático, vale contar um pouco da história do modelo. A versão automática chegou quase quatro anos após a manual, com uma bem humorada campanha que mostrava as pequenas bobagens que donos de carros automáticos fazem logo que começam a se habituar com a novidade – trancos, pequenas aceleradas etc.
 Consumo instantâneo de 5 km/l; não reclame, é normal
Bem, logo no primeiro fim de semana a bordo do modelo, ele se mostrou muito desenvolto para trechos urbanos – sim, essa é a grande vantagem do câmbio automático. Quero ver como ele vai se sair durante a semana. primeira coisa que vou conferir é o consumo instantâneo no computador de bordo (automáticos costumam ser gastões...).
O computador de bordo indica 5,4 km/l, o que pode parecer alto, mas é compatível com a "fotografia" que é o consumo imediato do utilitário esportivo acelerando. Abasteci. Agora é aguardar o próximo tanque cheio para avaliar, na prática, o consumo misto.
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1º dia - 4/7/2008 O top entre os 4x2 por Luís Perez
O motor do EcoSport que a Ford ofereceu para o teste de um mês é 2.0 a gasolina (não, não é flex) de 138 cv (cavalos) de potência, com torque (força) de 18,5 kgfm a 4.250 rpm.
Essa versão pode ser adquirida em dois catálogos: o 2877, que traz direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros e traseiros com função antiesmagamento, espelho retrovisor e travas com comando elétrico, fechamento global, toca-CDs com função MP3, pára-choques na cor do veículo, rodas de liga leve, freios ABS, airbag para motorista e passageiro, além, é claro, da transmissão automática, e o 2878 (nele o preço sobe para R$ 68.790), que inclui tudo o que traz o pacote acima, mais bancos de couro.
 O Ford EcoSport que será avaliado pelo site durante um mês
Bem, acabamos de retirar o carro da Ford e foi possível já matar um pouco a saudade do modelo, que significou no comecinho de 2003 o início da retomada da Ford no mercado nacional e uma pequena revolução na indústria automobilística como um todo. Até então, as minivans eram as donas do pedaço desde 2001.
Nosso último contato com o carro havia sido em outubro do ano passado, em Recife (PE), quando ele foi reestilizado, ganhando feições mais modernas, antenadas com o design kinetic (de cinético), nova tendência da marca.
Nos cerca de 30 quilômetros que separam a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo da Redação de Interpress Motor, na zona oeste paulistana, já foi possível sentir uma boa diferença em relação à versão anterior, quando o acabamento não era lá essas coisas – e o carro ganhou de alguns o maldoso apelido de "NhecoSport".
 Silhueta de utilitário esportivo, algo inédito quando foi lançado
Para terminar por hoje, vale um breve comentário: é uma atitude corajosa da Ford, como foi no caso do C4 Pallas com a Citroën, (leia aqui) disponibilizar o modelo por um mês. Em contato com algumas montadoras, nossa reportagem às vezes enfrenta certa dificuldade em viabilizar esse tipo de iniciativa.
Seja porque alguns fabricantes simplesmente não têm coragem de deixar o carro para uso "na vida real" de consumidores, seja porque a iniciativa é confundida com benesse pessoal em relação ao veículo ou ao jornalista – o que absolutamente não é o caso. O automóvel é dirigido por mais de uma pessoa, todos os fatos relevantes são anotados em uma planilha, e os contratempos, relatados na reportagem, que trata de ouvir a montadora nos casos mais graves.
Sem essa série de procedimentos, que aliás não são novidade (as mais sérias publicações do setor os adotam), um teste como este (que aliás influiu, no caso do C4 Pallas, na decisão de compra de vários leitores, como é possível constatar nos depoimentos de alguns deles) não faria o mínimo sentido.
Está então aberto o teste de "Um mês com..." o EcoSport automático. O leitor tem abaixo a oportunidade de fazer as observações e as sugestões que achar mais convenientes.
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O que dizem os leitores
"A respeito do teste 'Um mês com o EcoSport', uma coisa que gostaria de ver como resultado desse teste no dia-a-dia é o consumo real desse carro."
Nestor Campana (Brasília, DF)
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