|
| 29/10/2008 - 02h17 |
| HISTÓRIA |
| Quase meio século na cobertura de salões |
| Nos tempos modernos, atmosfera e magia dessas exposições continuam |
|
| por FERNANDO CALMON |
|
| Por mais que se tenha acumulado experiência em coberturas, mesmo no exterior, todo salão do automóvel é um momento especial. Os jornalistas sabem que vão se cansar de tanto andar, terão um roteiro bastante apertado a cumprir e, ao final de 12 horas nos pavilhões, bate a sensação de que não se conseguiu tudo. |
|

|
|
|
Ou ainda faltou ouvir uma fonte preciosa, satisfazer uma curiosidade técnica pessoal, olhar com minuciosa atenção algum modelo específico. Bem, todos os grandes salões internacionais, aqui ou no exterior, proporcionam uma segunda chance.
Há pelo menos dois dias reservados exclusivamente à imprensa – no Salão de Detroit, o superlativo típico americano separa três dias. Ainda assim, pode ficar uma dúvida angustiante aqui ou acolá. Quando se está no Brasil, é menos frustrante. Basta voltar num dos dias de exposição aberta ao público, mas às vezes a fonte com a resposta está ausente.
 O primeiro Salão do Automóvel, ainda realizado no Ibirapuera
Planejar é a ação correta para cobrir um salão. A rígida escala das apresentações promove uma surpreendente democracia de oportunidades aos expositores. Da marca de alto prestígio, a exemplo da britânica e centenária Rolls-Royce, à indiana Tata com seu modesto carro de US$ 3.000, todas ganham rigorosos e iguais 15 minutos – nas feiras bienais de Paris e Frankfurt ou na anual de Genebra – para dar o seu recado aos jornalistas. Em São Paulo, a programação segue a cada 30 minutos.
Sem um plano de trabalho minucioso, nem de longe se acompanha esse ritmo alucinante de correr entre um estande e outro. Os organizadores procuram estabelecer um roteiro lógico, mas em áreas acima 200 mil metros quadrados – quatro vezes superiores ao espaço do Anhembi – isso quase nunca atende aos interesses específicos de cada um. Não se consegue ser cartesiano. Um descuido ao relógio e aquela apresentação que se julgava importante simplesmente se encerrou meia hora atrás...
 Modelos Opala no estande da Chevrolet no salão de 1970
A mania de show dos americanos faz do Salão de Detroit uma exceção. A área total de exposição no Cobo Hall é um pouco menor que a do Anhembi. As apresentações levam meia hora, às vezes pouco mais. Em edições passadas (o salão é anual), o espetáculo pirotécnico e de efeitos especiais competia com o produto. Mesmo o ginásio de esportes, ao lado do recinto de exposições, entra no roteiro da Ford. Recentemente as vendas de veículos em declínio obrigaram a encolher as verbas e a grandiosidade.
Aqui também há produção de shows, em menor escala. Na edição de 2006, como reflexo do clima de euforia do mercado interno, a Mercedes-Benz foi uma das que mais capricharam. O espetáculo e a coreografia agradaram, mesmo sem a pirotecnia de Detroit. Aliás, o oposto do ocorrido exatos 20 anos antes. Em plena vigência do Plano Cruzado, nos confusos tempos de congelamento de preços, as fábricas nacionais desistiram de participar da edição de 1986.
Restou a Caio de Alcântara Machado, o empresário de visão e criador do Salão do Automóvel em 1960, organizar uma exposição só com modelos fabricados fora do país, proibidos de importação regular entre 1975 e 1990. Ele lançou mão de importações temporárias e apesar de estandes bem simples conseguiu atrair 400 mil visitantes ao Anhembi, nível próximo ao de edições anteriores.
O salão brasileiro construiu uma história de altos e baixos. Só não estive no primeiro – com 14 anos, morava no Rio de Janeiro à época. De início, no Parque do Ibirapuera, foi anual por três vezes, depois bienal. Em 1970 inaugurou o Anhembi e cresceu de importância. Em razão das dificuldades econômicas cridas pela segunda crise do petróleo, tornou-se trienal na primeira metade dos anos 1980. Desde 1988, engrenou de vez.
 Salão de 1992, período marcado pela abertura das importações
As exposições organizadas neste século vêm crescendo em qualidade. Só não atraem público maior que os 600 mil visitantes em média – Paris e Tóquio superam 1,5 milhão – pelas notórias dificuldades de acesso e estacionamento. Uma tendência importante, que chama a atenção, é a multiplicação de carros conceituais concebidos e construídos pelos centros de desenho e engenharia instalados no Brasil.
Neste ano Renault e GM já anunciaram a presença de modelos que vão do puro exercício de estilo (sem previsão de produção) àqueles que servirão de base a futuros lançamentos. Trata-se de estratégia para atrair o público e sentir reações, como ocorre nas grandes mostras internacionais, a fim de nortear o desenvolvimento de novos modelos e produtos.
Para quem cobre o setor automobilístico, é fácil observar que os salões em todo o mundo são, de certa forma, vítimas de seu próprio sucesso. Em muitos casos os fabricantes não guardam todas as novidades para os estandes bem decorados. No afã de evitar dividir o espaço e o tempo das diversas mídias com os concorrentes, costumam precipitar várias das novidades em prévias – fotos e informações, mesmo incompletas. Ou antecipam os lançamentos.
O jornalista perde a emoção de ver um pano sobre um modelo inédito rapidamente retirado. Isso, claro, ainda existe, mas sem a freqüência ocorrida no passado. Entretanto, a atmosfera e a magia do salão continuam presentes. Quanto tudo acaba, você se flagra ansioso pela próxima edição.
LEIA MAIS: Conheça os modelos que brilham no Salão de SP.
Número de lançamentos marca a exposição.
Confira endereços, horários e preços do salão.
Tire as suas principais dúvidas sobre a mostra.
LEIA TAMBÉM: Honda Fit muda para se manter no topo.
James Bond virá lançar a Aston Martin.
Citroën C4 Pallas tem câmbio automático grátis.
Ford revela primeiros detalhes do Mustang 2010.
Toyota admite fim da perua Fielder.
Toyota Hilux a gasolina parte de R$ 79.600.
Citroën C4 hatch começa pré-venda na Argentina.
Ford Edge canadense busca consumidor de "novo luxo".
Versões básicas do Siena ganham direção hidráulica.
Citroën lança C4 Pallas com motor flex.
Ford "relança" o jipe nacional Troller T4.
Vice-presidente da General Motors vai à TV.
Avaliação: Grand Vitara marca a volta da Suzuki ao país.
Venda de importados cai 10,58% em agosto.
Novo Subaru Forester custa a partir de R$ 109 mil.
A cobertura de Interpress Motor em Paris.
C3 Picasso chegará ao Brasil como "off-road light".
Ford Edge será vendido no Brasil por R$ 150 mil.
Lançada a terceira geração do Renault Mégane.
Em Paris butiques vendem lembranças do salão.
Ainda dá tempo de vir ao Salão de Paris.
Chevrolet apresenta Cruze em Paris.
Confira uma galeria de fotos dos carros em Paris.
Veja ainda imagens de beldades que desfilam no evento.
No InterBlog: curiosidades direto da cidade-luz.
Com Voyage, VW quer retomar liderança.
Internautas aprovam volta do nome.
Avaliamos o Renault Sandero Stepway.
Avaliamos o Citroën C3 automático.
Avaliamos o novo Fiat Linea.
GM anuncia 20 lançamentos até 2012.
Chevrolet Meriva traz motor 1.4 Econo.Flex.
Ford lança o novo Focus.
Confira galeria do novo Focus argentino.
Novo Gol provoca alvoroço nas ruas.
Confira a avaliação do novo VW Gol.
Corolla ultrapassa Civic em agosto.
Fiat lança linha 2009 do Mille.
Renault anuncia Sandero Stepway, e Nissan, Livina.
Fiat divulga foto do Linea nacional.
Versão sedã do Gol terá painel na fábrica da VW.
Avaliamos o novo Chevrolet Captiva.
Confira o Chevrolet Captiva na galeria de fotos.
Strada Adventure Locker custa R$ 47.100.
Confira avaliação do crossover Dodge Journey.
Ingressos para salão já serão vendidos em setembro.
C3 automático chegará por R$ 47.490.
Citroën lança o compacto C3 reestilizado.
Peugeot 207 chega às concessionárias.
Baixe o novo Ford Ka europeu no seu computador.
Palio e Mille devem ser substituídos em breve.
Kia Rio virá para o Brasil.
Fiat Palio 2009 já está nas lojas.
Pajero Sport incorpora visual da L200 Triton.
Multiplexagem é coisa de cinema.
Peugeot 207 brasileiro reforça qualidades do 206.
Avaliamos a nova Palio Weekend.
Palio Adventure Locker chega por R$ 53.850.
Carro mais caro do país tem fila de espera.
Confira belas imagens de carros na galeria de fotos.
Sonho de ter um Mercedes Classe C está mais perto.
Avaliamos a VW Jetta Variant.
Confira como vai ficar o novo Honda Fit.
Avaliação do Golf 2.0 Tiptronic.
Dirigimos o Renault Logan 1.6 8V Hi-Torque.
Quer um carrão no seu micro? Clique aqui.
Seja parceiro comercial de Interpress Motor em 2009. Clique aqui e solicite sua proposta.
Fique por dentro dos últimos lançamentos clicando aqui.
Compare preços no Shopping Interpress Motor.
Quer receber o boletim de Interpress Motor? Cadastre-se.
|
voltar |
|
|
|
|