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| 03/12/2008 - 13h47 |
| EXPOSIÇÃO |
| Salão de Bolonha quer entrar na rota dos grandes |
| Mostra italiana, que abre para o público de 5 a 14, promete sete estréias mundiais |
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| por LUÍS PEREZ, enviado especial a Bolonha |
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| Começa nesta semana a última grande exposição automobilística do ano, o 33º Salão de Bolonha. Embora não seja tão badalada quanto as mostras de Genebra, Frankfurt e Paris, a italiana, que há três anos integra o calendário oficial da Oica (associação internacional de fabricantes), tem se firmado no cenário internacional por em geral reservar boas surpresas. |
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Para este ano, por exemplo, são aguardadas as estréias de três compactos "irmãos", os franceses Citroën C1 e Peugeot 107 e o japonês Toyota Aygo, sem falar no monovolume Volkswagen Golf Plus (o aeroporto Guglielmo Marconi está todo enfeitado com logotipos da Volks, dando boas-vindas ao modelo), da minivan Opel Zafira com motor turbo a gás natural, da segunda geração do hatch Mazda3, do indiano Mahindra Thar ("inspirado" no Jeep Willis) no Iveco Campagnola.
Sem falar das surpresas que alguns fabricantes estão anunciando e de atrações que já foram mostradas no Salão de Paris, em outubro. Ainda assim são aguardadas sete apresentações mundiais e nove européias – ou seja, há novidades à vista.
A exposição estará aberta ao público entre 5 e 14 de dezembro. Nesta quarta e quinta (3 e 4), quando acontecem os dias de imprensa, nossa reportagem já estará lá para trazer toda a cobertura do salão, que neste ano ocupa 140 mil metros quadrados de área coberta e 90 mil metros quadrados de atrações ao ar livre, incluindo circuitos para test-drive e exibições que envolvem 250 pilotos. Haverá inúmeras atrações, como mesas-redondas e atividades interativas. São 304 expositores, sendo 71 de 19 países.

 Novos Citroën C1 (no alto) e Peugeot 107 estarão em Bolonha
Quem vê esses números confirmados pela organização do evento tem a impressão de que a crise passará longe do BolognaFiere Exhibition Centre. Não é verdade. "O 33º Bolonha Motor Show abrirá seus portões em uma época muito delicada. Não é a primeira vez que o salão acontece no final de um ano difícil. Basta lembrar que a edição de 1993 aconteceu quando houve um número de licenciamento de veículos 29% menor em relação ao ano anterior", afirma Giada Michetti, diretor da Promotor International, empresa que organiza o evento.
 Toyota Aygo, outra estréia prevista para a exposição italiana
Segundo ele, o mundo passa por uma mudança estrutural em toda a economia e o setor automobilístico vai sair ela "drasticamente modificado". Michetti não se refere apenas à crise financeira, mas a toda a transição que ocorre em termos de meio ambiente, segurança, combustíveis e custos operacionais. "O caminho certo para isso é a novação tecnológica. Após este período de transição, o carro será reconfirmado como meio de transporte indispensável para quem busca liberdade e independência", afirma o diretor.
Em uma época de tantas notícias ruins vindas de Detroit, berço da indústria automobilística norte-americana, cujo salão já sofreu uma série de deserções de marcas importantes, o Salão de Bolonha servirá como uma espécie de termômetro para que se possa sentir como a Europa reagirá à crise em 2009. Uma coisa é certa: com um marketing extremamente agressivo, o Salão de Bolonha quer entrar de vez na rota das grandes exposições automobilísticas mundiais.
Interpress Motor acompanha a mostra e traz mais detalhes logo mais.
O jornalista Luís Perez viaja a convite da organização do evento
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